Segurança viária baseada em evidências ganha destaque em posicionamento do Adrualdo Catão, da SENATRAN

O debate sobre segurança no trânsito brasileiro precisa avançar com responsabilidade, dados concretos e compromisso com a vida. Esse foi o tom do posicionamento do secretário nacional de trânsito, Adrualdo Catão, ao destacar que a redução de mortes e sinistros nas vias não pode ser guiada por achismos ou discursos vazios, mas sim por políticas públicas baseadas em evidências.
Segundo Catão, enfrentar a violência no trânsito exige abandonar soluções simplistas e investir no que, de fato, apresenta resultados comprovados: infraestrutura de qualidade, fiscalização eficiente e educação voltada para comportamentos seguros. Ele reforça que a segurança viária não deve ser tratada como responsabilidade exclusiva do indivíduo, mas como um compromisso coletivo que envolve o poder público e a sociedade.

O secretário também destacou que essa abordagem segue princípios já consolidados internacionalmente, como o conceito de “Visão Zero”, que parte da premissa de que nenhuma morte no trânsito é aceitável. No Brasil, essa lógica vem sendo incorporada como referência pelo Ministério dos Transportes e pela própria SENATRAN.
Dados recentes reforçam essa estratégia. Em 2025, as rodovias federais registraram queda nos principais indicadores de violência no trânsito, incluindo redução no número de sinistros, mortes e feridos em comparação ao ano anterior. O cenário marca uma mudança importante: a interrupção de um ciclo de agravamento observado desde 2019.
Para Catão, esses resultados não são fruto de retórica, mas sim de ações concretas e coordenadas. “A melhora aparece quando o poder público atua sobre as causas reais do problema”, defende. Entre essas ações, ele destaca melhorias na qualidade das estradas, aprimoramento da gestão, aumento da fiscalização e campanhas consistentes de conscientização.
A conclusão é clara: salvar vidas no trânsito depende de decisões técnicas, planejamento e continuidade de políticas públicas eficazes. Mais do que discursos, os dados indicam que investir em infraestrutura, fiscalização e educação é o caminho mais seguro para reduzir tragédias e promover um trânsito mais humano no Brasil.
Fonte: Redação com assessoria




