Saúde mental: uma rede de cuidado para quem precisa de acolhimento em Coruripe

Com atendimento gratuito em psicologia e psiquiatria, rede municipal oferece acolhimento, acompanhamento e suporte especializado para a população
Cuidar da saúde mental não deve ser uma preocupação apenas quando o calendário chega a janeiro ou setembro, que são meses dedicados a essa temática. Para quem enfrenta ansiedade, depressão, crises emocionais ou qualquer outra forma de sofrimento psíquico, a necessidade de acolhimento existe durante todo o ano.
Em Coruripe, esse cuidado faz parte da rede municipal de saúde e chega à população por meio de diferentes portas de entrada. As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) realizam o primeiro acolhimento e, quando necessário, encaminham os pacientes para atendimentos especializados.
No Centro de Especialidades, a população conta com psicólogos e psiquiatras, que atendem crianças e adultos. Já o CAPS I Dr. Djalma Guttemberg Brêda conta com uma equipe multiprofissional e atende casos de transtornos mentais severos ou persistentes, além de situações relacionadas ao uso de álcool e outras substâncias.

Os números ajudam a dimensionar essa procura. Este ano, a rede municipal registrou cerca de 5 mil atendimentos ambulatorias em psiquiatria e mais de 3,5 mil em psicologia. Mas, por trás de cada atendimento, existe uma pessoa. E, muitas vezes, uma história que começa justamente quando alguém encontra coragem para dizer: “eu preciso de ajuda”.
Quando pedir ajuda se transforma em recomeço
A médica pós-graduada em psiquiatria Danúbia Elias, que atende no Centro de Especialidades do município, destaca que cuidar da saúde mental é tão importante quanto cuidar da saúde física.
“A saúde mental é tão essencial quanto a saúde física. É muito importante refletirmos sobre nossas emoções, relações e qualidade de vida. Quando identificamos sinais persistentes de sofrimento emocional, como ansiedade intensa ou tristeza que não passa, buscar ajuda profissional não é fraqueza, é um passo fundamental para viver bem.”
Para a profissional, reconhecer os sinais e procurar atendimento pode evitar que o sofrimento se agrave. O acompanhamento especializado permite que cada paciente seja ouvido e receba orientação adequada à sua realidade.E essa busca por ajuda não precisa acontecer somente quando a situação chega ao limite.
A rede municipal trabalha para que o paciente encontre diferentes níveis de cuidado. As UBSs são a porta de entrada; o Centro de Especialidades oferece acompanhamento com psicólogos e psiquiatras; e o CAPS atua nos casos que necessitam de atenção psicossocial especializada.
Uma história que mostra a importância do acolhimento
Quem vive esse processo na prática sabe que procurar ajuda nem sempre é fácil.

Maria Madalena, paciente acompanhada pelo SUS em Coruripe, convive há anos com a depressão. Ela fala sobre os altos e baixos enfrentados ao longo do tratamento e sobre a importância de contar com uma rede de apoio.
“Sofro de depressão há muitos anos, são muitos altos e baixos, mas com o apoio principalmente de Deus, da minha família, da Dra. Danúbia, que é uma profissional e ser humano ímpar, da psicóloga Thayane e de toda a rede, é que eu vou me reerguendo aos poucos. Fácil não é, mas sem ajuda se torna muito mais difícil.”
A história de Maria Madalena revela uma dimensão que os números não conseguem mostrar.
Uma consulta não é apenas um registro em uma planilha. É uma pessoa que chegou até um profissional. É alguém que encontrou um espaço para falar. É uma família que recebeu orientação. É um paciente que, mesmo diante das dificuldades, encontrou apoio para continuar.
Uma rede que começa perto de casa
O fortalecimento da atenção básica também contribui para ampliar esse cuidado.
A UBS Tâmara Dória, por exemplo, atende cerca de 1.200 pessoas por mês e conta com equipe multiprofissional, incluindo profissionais de psicologia, nutrição, assistência social e educação física.
A proposta é fazer com que o cuidado aconteça cada vez mais perto da população, permitindo que sinais de sofrimento sejam identificados e acompanhados antes que se transformem em situações ainda mais complexas.
Ninguém precisa enfrentar a dor emocional sozinho
Para o secretário municipal de Saúde, Maykon Beltrão, o cuidado com a saúde mental precisa ser permanente e humanizado.
“Ninguém precisa enfrentar a dor emocional sozinho. A saúde mental é uma prioridade, e todas as unidades do nosso município estão prontas para acolher, escutar e orientar com empatia e responsabilidade. Estamos comprometidos em oferecer cuidado integral, garantindo que cada pessoa receba o suporte necessário para enfrentar desafios e buscar bem-estar.”
Fonte: Ascom Coruripe




