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Réptil banguelo parente de crocodilos viveu há mais de 200 milhões de anos nos EUA

Redação27 de maio de 2026
Réptil banguelo parente de crocodilos viveu há mais de 200 milhões de anos nos EUA

Uma equipe de paleontólogos descobriu uma espécie de réptil pré-histórico bípede, banguelo e bicudo.

Uma equipe de paleontólogos descobriu uma espécie de réptil pré-histórico bípede, banguelo e bicudo. Batizado de Labrujasuchus expectatus, o animal habitou há 212 milhões de anos onde hoje é o Novo México. E é um parente distante dos crocodilos modernos, apesar de parecer dinossauro.

O estudo, publicado no Journal of Vertebrate Paleontology na terça-feira (26), aponta que a descoberta ajuda a compreender a evolução convergente, processo no qual criaturas de linhagens distintas desenvolvem características físicas semelhantes.

Embora caminhasse sobre duas pernas e tivesse braços minúsculos, o réptil pertence ao ramo dos arcossauros (dinossauros são parte desse grupo) que levou aos crocodilos, constituindo uma ramificação lateral que se separou do grupo principal há centenas de milhões de anos.

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A escavação que resultou na identificação da espécie faz parte de um projeto de pesquisa coordenado pelo Instituto de Dinossauros do Museu de História Natural do Condado de Los Angeles (NHMLAC).

Anatomia peculiar e histórico do 'crocodilo-bruxa' desvendam ecossistema perdido

Os fósseis foram originalmente descobertos em 2006 numa pedreira no sítio de Ghost Ranch, local de 21 mil acres no centro-norte do Novo México altamente reconhecido por sua riqueza em fósseis do Período Triássico.

O nome do gênero, Labrujasuchus, popularmente traduzido como “crocodilo-bruxa”, faz referência ao antigo nome em espanhol da propriedade, Ranchos de los Brujos, combinado com o termo grego suchus (crocodilo).

Em termos anatômicos, o réptil surpreende por sua semelhança com os ornitomimossauros, grupo de dinossauros do Período Cretáceo cuja estrutura corporal lembra a de avestruzes.

Equipe que descobriu o Labrujasuchus expectatus em Ghost Ranch, no Novo México (EUA) – Imagem: Nate Smith/NHMLAC
Apesar de não apresentar dentes na boca em forma de bico, os pesquisadores indicam que a banguelice não impedia o animal de manter uma dieta carnívora ou de atuar como comedor de carcaças, visto que frutas ainda não existiam no planeta naquela época. Além disso, a caracterização da nova espécie foi possível graças à identificação de diferenças fisiológicas sutis em ossos específicos, como o úmero.

O Labrujasuchus expectatus é apenas a quinta espécie identificada do Shuvosauridae, grupo de arcossauros bípedes com bico que vagaram pelo sul dos Estados Unidos durante o final do Triássico.

A espécie preenche uma lacuna cronológica e evolutiva exata entre dois shuvossauros descobertos anteriormente na mesma região, razão pela qual recebeu o nome específico de expectatus (esperado).

“Encontrar um shuvossauro de um período anterior do Triássico e outro de um períod

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