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Redes sociais são julgadas nos EUA por tornarem crianças dependentes

Jovem Pan News10 de fevereiro de 2026
Redes sociais são julgadas nos EUA por tornarem crianças dependentes
© Foto: JULIEN DE ROSA / AFP / Meta é acusada de tornar as crianças dependentes

Estão convocados para depor o diretor-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, e responsável pelo Instagram (subsidiária da Meta), Adam Mosseri

O julgamento contra a Alphabet e a Meta, os grupos por trás de várias das redes sociais mais populares, começou nesta segunda-feira (9) em um tribunal civil de Los Angeles, onde um júri popular deverá determinar se essas empresas de tecnologia projetaram deliberadamente suas plataformas para tornar as crianças dependentes.

O resultado pode estabelecer um precedente judicial em matéria de responsabilidade civil dos operadores de redes sociais, até agora isentos. Estão convocados para depor o diretor-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, em 18 de fevereiro, e o responsável pelo Instagram (subsidiária da Meta), Adam Mosseri, a partir de quarta-feira.

Também se espera que a Justiça chame para testemunhar Neil Mohan, diretor do YouTube, cuja empresa-mãe é a Alphabet. Este caso gera muita expectativa, pois pode criar um precedente para os processos iniciados no país sugerindo que as redes sociais buscam causar dependência entre seus usuários, o que lhes teria provocado depressão, transtornos alimentares, internações psiquiátricas e até suicídios.

A Alphabet e a Meta, empresas que controlam algumas das principais redes sociais, sentam-se no banco dos réus, mas, assim como outras companhias, acumulam centenas de ações semelhantes na Justiça. Os advogados dos autores estão copiando a estratégia seguida nos anos 1990 e 2000 contra a indústria do tabaco, que foi condenada por oferecer um produto nocivo.

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