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Procuradoria do RJ cobra Master por rombo de R$ 641 milhões ao Rioprevidência

Redação17 de julho de 2026
Procuradoria do RJ cobra Master por rombo de R$ 641 milhões ao Rioprevidência
© Fachada do Banco Master

A Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ) protocolou três ações judiciais contra a Master Corretora e gestoras de fundos de investimento para apurar perdas de 641,4 milhões de reais pelo Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência).

A Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ) protocolou três ações judiciais contra a Master Corretora e gestoras de fundos de investimento para apurar perdas de 641,4 milhões de reais pelo Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro (Rioprevidência). As medidas foram tomadas nesta quinta-feira, 16.

Os recursos foram aplicados pelo Rioprevidência em dois fundos de investimento vinculados ao Grupo Master: Revolution e Texas I FIA. Segundo a PGE, a perda do Texas I FIA está diretamente relacionada a uma “compra coordenada” envolvendo as ações da Ambipar.

A Procuradoria aponta que, entre julho e agosto de 2024, a gestora Trustee DTVM — empresa ligada à Operação “Carbono Oculto”, que apura lavagem de dinheiro — teria comprado maciçamente os papéis por meio de fundos, inflando artificialmente seu preço.

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“O Rioprevidência foi vítima de uma armadilha arquitetada pela administração e pela gestão do Texas I FIA, que vendeu ao ente público quotas de um fundo lastreado em uma ação desprovida de fundamento”, afirma a petição.

O fundo chegou a ficar desenquadrado das regras da CVM em novembro de 2025, mantendo apenas 31% do patrimônio em ações, abaixo dos 67% exigidos para fundos de ações. Continua após a publicidade

No caso do fundo Revolution, a PGE aponta que a Acura votou favoravelmente, em nome do fundo, alterações no regulamento de um fundo investido (FIDC Eicon) que prejudicaram diretamente os cotistas — entre eles o Rioprevidência, que detém 10,7% do fundo. As mudanças incluíram a renúncia a direitos de voto e o aumento em 48 meses do prazo de amortização do investimento.

Os valores alvos das medidas cautelares chegam a 616,6 milhões de reais, considerando o montante investido no Revolution (481,4 milhões de reais) e a perda do Texas I FIA (135,1 milhões de reais). A PGE pede bloqueio de ativos, indisponibilidade de imóveis, veículos, ações, marcas, embarcações, aeronaves e até criptomoedas dos réus.

(Com informações da Agência Brasil) Publicidade

Fonte: Veja Abril

Tags:
EconomiaBancosBanco masterCvmInvestimento

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