Pré-mercado: Investidores Aguardam Minutas da Reunião do Fed; Petróleo Sobe

Forbes, a mais conceituada revista de negócios e economia do mundo.
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Bom dia. Estamos na quarta-feira, 19 de agosto.
Cenários
A quarta-feira (19) começa com a expectativa da divulgação das Minutas da reunião do Federal Open Market Committee (Fomc), versão americana do Copom, agendada para as 15 horas (horário de Brasília). A reunião foi realizada nos dias 28 e 29 de julho e manteve a taxa básica de juros entre 3,50% e 3,75% ao ano. Foi a quinta reunião seguida sem alteração, mas a decisão não foi unânime. Três dos doze membros votantes discordaram e defenderam um aumento de 0,25 ponto percentual. Foi a divisão mais acentuada do colegiado em várias reuniões.
Investidores aguardam o texto das Minutas para tentar antecipar os próximos passos da política monetária americana. A expectativa ganhou peso porque o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, mudou a forma de comunicar suas intenções desde maio, quando Kevin Warsh assumiu a presidência. Warsh reduziu o volume de sinalizações antecipadas ("forward guidance") sobre a trajetória dos juros e priorizou decisões dependentes dos dados divulgados a cada reunião.
A mudança de estratégia retirou dos investidores boa parte da previsibilidade a que estavam acostumados. O foco agora é nos dados e, desde a reunião de julho, novos números foram divulgados.
A inflação ao consumidor de julho medida pelo Consumer Price Index (CPI) ficou em 3,4% em doze meses, leve desaceleração ante os 3,5% nos 12 meses até junho, e ainda acima da meta de 2%. Os números de emprego medidos pelo "non farm payroll" foram fracos, com revisão para baixo nos dois meses anteriores, e a taxa de desemprego permanece em torno de 4,1%.
Nenhum desses números havia sido divulgado no momento da reunião de julho, o que pode reduzir a eficácia das Minutas como indicador do cenário atual e amplia a atenção sobre os comentários que os dirigentes do Fed podem fazer nos próximos dias.
Essa incerteza tem efeito visível no mercado secundário de títulos públicos americanos. Nas últimas semanas, os rendimentos dos Treasuries de prazo mais longo subiram de forma consistente. O rendimento do título de 30 anos superou 5,31% ao ano na segunda-feira (17), o nível mais alto desde 2007. A taxa do título de 10 anos, referência para hipotecas e outras linhas de crédito no país, chegou perto de 4,72% na mesma sessão, também renovando máximas recentes. No pré-mercado nesta quarta-feira, os juros recuaram para perto de 4,70% ao ano na expectativa das Minutas.
O pano de fundo da alta dos juros longos é fiscal. O déficit do governo federal americano saltou para cerca de US$ 432 bilhões em julho, o maior valor mensal desde março de 2021, segundo dados do Tesouro americano divulgados em 12 de agosto. O rombo acumulado no ano fiscal já soma quase US$ 1,8 trilhão. Os juros pagos para financiar uma dívida pública que se aproxima de US$ 40 trilhões custaram ao governo americano cerca de US$ 1,2 trilhão neste ano fiscal.
Perspectivas
Os contratos futuros dos principais índices americanos mostram pouca oscilação no pré-mercado, com pequenas variações sem tendência definida. As ações brasileiras negociadas em Wall Street também seguem praticamente estáveis, com uma alta muito pequena. Os preços do petróleo estão em alta de 1%, com o barril do Brent cotado a US$ 92, devido à ausência de mudanças na situação do Oriente Médio.
Os investidores esperam que o texto traga alguma indicação adicional. Se isso não ocorrer, a decepção pode se traduzir em nova alta do prêmio de risco exigido pelo mercado.
Indicadores
BRASIL
Sem indicadores relevantes
ESTADOS UNIDOS
Minutas da reunião do Fomc
Fonte: Forbes Brasil




