Por que os pinguins não congelam no frio? Entenda a fisiologia destas aves curiosas

Se você já viu qualquer animação ou documentário com pinguins, você certamente sabe que eles vivem sobre o gelo da Antártida e em outras regiões do extremo sul do planeta.
Se voc? j? viu qualquer anima??o ou document?rio com pinguins, voc? certamente sabe que eles vivem sobre o gelo da Ant?rtida e em outras regi?es do extremo sul do planeta. S?o lugares extremamente frios, onde os ventos podem chegar a -60°C.
Para a maioria dos animais (inclusive seres humanos), em poucos minutos esse frio resultaria em uma hipotermia fatal. No entanto, um pinguim n?o apenas sobrevive a esse clima brutal, como passa confortavelmente horas sobre a mesma superf?cie gelada.
Mas como isso ? poss?vel? Ser? que eles simplesmente n?o sentem frio? A resposta vai muito al?m da resist?ncia: ? uma obra-prima da engenharia evolutiva. Estas aves escondem segredos fisiol?gicos fascinantes que transformam seus corpos em verdadeiras ?fortalezas? t?rmicas.
O que ? o processo de congelamento de um ser vivo?
Para entender a proeza dos pinguins, primeiro precisamos entender o que acontece quando um ser vivo congela. Em termos biol?gicos, o frio extremo ? letal porque os seres vivos s?o compostos majoritariamente por ?gua.
Animais endot?rmicos (de sangue quente), como n?s e os pinguins, precisam manter a temperatura interna constante. Se o calor perdido para o ambiente for maior que o calor produzido pelo metabolismo, o corpo entra em colapso. O segredo dos pinguins n?o ? gerar calor infinito, mas sim evitar, a todo custo, que esse calor escape.
Por que pinguins n?o congelam no frio?
A sobreviv?ncia destas aves n?o depende de um ?nico fator, mas de um sistema integrado de prote??o. A natureza equipou os pinguins com um ?kit de sobreviv?ncia? triplo: isolamento de elite, impermeabiliza??o e um sistema circulat?rio genial.Leia mais:
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A ci?ncia descobriu recentemente que a estrutura das penas ? ainda mais complexa do que se imaginava. Nanoestruturas nas penas que evitam a forma??o de gelo, funcionando como um material ?anti-aderente? para cristais congelados.
Abaixo da pele, os pinguins possuem uma camada espessa de gordura. Em terra firme, essa gordura atua como um isolante t?rmico passivo, similar a um cobertor pesado. Na ?gua, onde a perda de calor ? 25 vezes mais r?pida do que no ar, essa gordura ? vital para manter os ?rg?os internos aquecidos e funcionando a cerca de 39°C.
Por que as patas dos pinguins n?o congelam?
Talvez a parte mais curiosa seja a pata do pinguim. Ela n?o tem penas e est? em contato direto com o gelo. Por que ela n?o congela e cai? E por que o pinguim n?o perde todo o seu calor corporal por ali?A resposta est? em um mecanismo fisiol?gico sofisticado chamado troca de calor por contrafluxo. 
O resultado ? brilhante: o sangue que chega aos p?s j? est? resfriado (perto de 1°C ou 2°C), o suficiente para n?o congelar os tecidos, mas frio o bastante para reduzir drasticamente a diferen?a de temperatura entre a pata e o gelo. Como explica a organiza??o Penguins International, isso limita a perda de calor, mantendo o n?cleo do corpo quente enquanto os p?s operam em ?modo de economia de energia?.
Se as patas fossem quentes, o pinguim derreteria o gelo abaixo dele, afundaria e congelaria. Se fossem frias demais, os tecidos morreriam. Essa adapta??o permite que a temperatura na superf?cie do corpo seja muito baixa, enquanto o interior permanece tropical.
Fonte: Olhardigital




