Por que a torcida da Inglaterra canta ‘Sweet Caroline’ em todo jogo da Copa?

As primeiras notas de Sweet Caroline já proporcionam uma certa agitação nas arquibancadas.
As primeiras notas de Sweet Caroline já proporcionam uma certa agitação nas arquibancadas. A melodia doce vai tocando e mesmo quem não conhece a música de Neil Diamond está repetindo o refrão junto com as milhares de vozes. Mas por que a torcida da seleção inglesa canta essa mesma música em todos os jogos da Copa do Mundo? A história da canção começa muito antes do torneio nos EUA.
Os três jogos da Inglaterra — contra a Croácia (em Dallas), Gana (Boston) e Panamá (East Rutherford) — seguiram o mesmo roteiro. A música era mais certa que um gol de Harry Kane. Na última partida da fase de grupos, no MetLife Stadium, os torcedores acompanharam o DJ e cantaram a música antes mesmo do primeiro toque na bola.
A música pode também ser estrategicamente guardada para um momento de pausa na partida, seja no intervalo seja na parada para hidratação. O efeito é o mesmo. Torcedores cantando a plenos pulmões uma música para a "doce, Caroline", em uma tradução livre.
O site da MLB (Major League Baseball), a principal liga de beisebol do mundo, tem uma página dedicada à história da música. Lá diz que Amy Tobey, uma funcionária responsável pela trilha sonora no Fenway Park, em Boston, casa dos Red Sox, quis homenagear o nascimento da filha de uma amiga e, por isso, escolheu em 1997 a canção de Neil Diamond, gravada mais de três décadas antes.
A boa recepção do público fez com que a música passasse a tocar com mais frequência até ser oficializada em 2002 como uma canção do estádio. Com os Red Sox ganhando ou perdendo, entre a oitava e a nona entrada, a música toca e promove "bons tempos que nunca pareceram tão bons".
Como a Inglaterra incorporou Sweet Caroline
▶ Ver publicacao no InstagramA partir daí, estádios, ginásios, ringues e tantas outras arenas esportivas passaram a copiar a estratégia hoje usada na Copa do Mundo. Daí, na Eurocopa realizada não em 2020, mas em 2021 devido à pandemia de Covid, a canção foi entoada, na classificação inglesa à final da competição. A seleção acabou perdendo o troféu para a Itália e ninguém sequer pensou em trocar a música que já virou um hino dos jogos ingleses, mais famoso que o God Save the King (e não the Queen, a Rainha, após a morte de Elizabeth II, em 2022).
Um pouco antes, em 2013, a canção já havia se tornado um símbolo de resistência. No atentado terrorista de 15 de abril, durante a Maratona de Boston, três pessoas morreram e mais de 260 ficaram feridas próximo à linha de chegada. Pouco tempo depois, o próprio Diamond foi ao Fenway Park, durante um jogo dos Red Sox, entoar a canção que virou um símbolo para os cidadãos de Boston e mais tarde ainda ganharia o mundo.
Fonte: Placar




