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Pílula inovadora impede progressão de câncer de pulmão

Redação03 de junho de 2024
Pílula inovadora impede progressão de câncer de pulmão

Um ensaio clínico publicado no Journal of Clinical Oncology avaliou o efeito da pílula de lorlatinibe, medicamento inibidor de quinase de linfoma anaplásico (ALK), na progressão de câncer de pulmão de células não pequenas (CPNPC) a longo prazo em pacientes com tumores ALK-positivos.

Um ensaio clínico publicado no Journal of Clinical Oncology avaliou o efeito da pílula de lorlatinibe, medicamento inibidor de quinase de linfoma anaplásico (ALK), na progressão de câncer de pulmão de células não pequenas (CPNPC) a longo prazo em pacientes com tumores ALK-positivos.

Entenda:

  • Um ensaio clínico mostrou que o lorlatinibe, medicamento inibidor de quinase de linfoma anaplásico (ALK), pode ter efeitos promissores no tratamento de câncer de pulmão de células não pequenas (CPNPC);
  • A pesquisa contou com pacientes com tumores ALK-positivos que receberam, aleatoriamente, lorlatinibe ou crizotinibe – outro inibidor de ALK;
  • Em cinco anos de tratamento, 60% dos pacientes tratados com lorlatinibe estavam vivos e sem qualquer sinal de progressão da doença;
  • A pesquisa foi publicada no Journal of Clinical Oncology;
  • Com informações do The Guardian.
Medicamento pode inibir progressão do câncer de pulmão. (Imagem: SciePro/Adobe Stock)
A pesquisa foi conduzida por uma equipe do Peter MacCallum Cancer Center, na Austrália. Como explicou Ben Solomon, líder do estudo, ao The Guardian, os ensaios apresentaram resultados "sem precedentes" para o tratamento de primeira linha em pacientes com CPNPC ALK-positivo.

Leia mais:

Pílula impediu progressão do câncer de pulmão em 60% dos casos

Na terceira fase do ensaio, 296 pacientes não tratados receberam, aleatoriamente, lorlatinibe ou crizotinibe – outro inibidor de ALK. Os principais objetivos eram observar a sobrevida livre de progressão e a metástase do câncer para o cérebro. Em cinco anos de tratamento, 60% dos pacientes que receberam lorlatinibe estavam vivos e sem qualquer sinal de progressão da doença. Entre os pacientes que receberam crizotinibe, a taxa foi de 8%.
câncer de pulmão
Pílula protege contra a metástase do câncer para o cérebro. (Imagem: SewCream/Shutterstock)
"A análise mostra que o lorlatinibe ajudou os pacientes a viver mais tempo sem progressão da doença, com a maioria dos pacientes experimentando benefícios sustentados por mais de cinco anos, incluindo quase todos os pacientes com proteção contra a progressão da doença no cérebro", explicou Solomon.

Falando de efeitos adversos, o lorlatinib mostrou uma incidência de 77% em comparação aos 57% do crizotinibe, com destaque ao aumento de colesterol e triglicérides no sangue. A redução da dose administrada foi capaz de controlar os efeitos do lorlatinibe sem afetar a eficácia do medicamento.

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MedicinaTratamentoMedicina e saúdeMedicamentoCâncer de pulmãoPílulaCâncer

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