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PF prende 9 por torturar bebês e animais para produzir vídeos no RS

Redação03 de julho de 2026
PF prende 9 por torturar bebês e animais para produzir vídeos no RS
© Foto:

A Polícia Federal prendeu preventivamente, na 5ª feira (2.

A Polícia Federal prendeu preventivamente, na 5ª feira (2.jul.2026), 9 pessoas no Rio Grande do Sul suspeitas de torturar bebês, crianças e animais e de comercializar vídeos das agressões na internet. As prisões foram realizadas nas cidades de Bagé, Candiota e Canoas.

Entre os detidos estão 2 ex-militares do Exército Brasileiro. A Força confirmou as prisões e informou que ambos prestaram o serviço militar obrigatório e não estavam mais em atividade quando os crimes teriam sido cometidos.

"As Organizações Militares às quais os envolvidos pertencem instaurarão procedimento interno próprio", informou o Exército em nota.

As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Criminal da Comarca de Bagé. A PF também cumpriu 12 mandados de busca e apreensão. A identidade dos presos não foi divulgada.

Segundo o delegado da PF Ronaldo Reis, havia, em muitos casos, vínculo de parentesco ou familiaridade entre os investigados e as vítimas.

"Existia um propósito financeiro por parte de alguns investigados, que gravavam os vídeos mediante algum tipo de pagamento", disse Reis ao portal .

O delegado afirmou que o principal investigado também demonstrava satisfação pessoal ao registrar as agressões. "Não um prazer sexual, mas um prazer de ver aquele ato degradante, torturante, em relação a uma criança, em relação a uma pessoa indefesa", declarou.

A PF informou que as investigações agora se concentrarão na identificação de outras vítimas e de possíveis compradores do conteúdo. Segundo Reis, os compradores dos vídeos "podem ser possíveis autores também desse tipo de prática" em outras localidades.

Eis a íntegra da nota do Exército:

"Na manhã desta quinta-feira (2.jul), 2 militares do Exército foram presos em Bagé (RS) por determinação judicial, no âmbito de inquérito policial conduzido pela Polícia Federal.

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Os militares foram incorporados ao Exército Brasileiro por meio do Serviço Militar Obrigatório e não se encontravam em serviço no momento dos fatos, que teriam ocorrido em contexto estritamente particular, sem qualquer relação com atividades ou dependências militares.

A Instituição reitera que prestará toda a colaboração necessária ao andamento das investigações e que, paralelamente ao processo judicial, as Organizações Militares às quais os envolvidos pertencem instaurarão procedimento interno próprio.

O Exército Brasileiro pauta sua atuação pelos princípios da legalidade, da disciplina e do respeito à dignidade da pessoa humana, não tolerando desvios de conduta que contrariem esses valores.

Novas informações serão divulgadas à medida que os fatos forem apurados, resguardado o sigilo legal do processo em curso."

Fonte: Poder 360

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