PF indicia ex-presidente do INSS e mais 5 por fraudes ligadas à Contag

A Polícia Federal indiciou novamente o ex-presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Alessandro Stefanutto, e outras 5 pessoas investigadas pelos crimes de inserção de dados falsos em sistema de informações e organização criminosa.
A Polícia Federal indiciou novamente o ex-presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), Alessandro Stefanutto, e outras 5 pessoas investigadas pelos crimes de inserção de dados falsos em sistema de informações e organização criminosa. O caso está relacionado a possíveis fraudes nos descontos associativos ligados à Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares).
O relatório foi encaminhado ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Entre os indiciados também estão o ex-procurador-geral do INSS, Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, e o ex-diretor de Benefícios do órgão, André Paulo Félix Fidelis.
Procurada, a defesa de Stefanutto não quis se manifestar sobre o caso. O Poder360 tentou entrar em contato com os demais investigados, mas não teve sucesso na busca de um telefone ou e-mail válidos até a publicação desta reportagem. Este jornal digital seguirá tentando estabelecer contato. Este texto será atualizado assim que alguma manifestação for recebida.
Trata-se do 2º indiciamento da PF contra executivos da Previdência Social pelo esquema de fraudes nos descontos de pensionistas e aposentados. Em julho, a PF indiciou 48 investigados no esquema.

As conclusões do inquérito serão encaminhadas à Procuradoria Geral da República. Cabe ao órgão apresentar a denúncia, pedir o arquivamento do caso ou solicitar novas diligências.
O novo indiciamento ocorre cerca de 1 mês depois de a PF concluir a 1ª investigação da operação Sem Desconto, quando foram indiciadas 48 pessoas no total. Naquele inquérito, o alvo era a Conafer (Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais).
Na 1ª fase, Stefanutto, Oliveira Filho e Fidelis foram indiciados pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. O lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, também foi indiciado por lavagem de dinheiro e participação em corrupção passiva. Os 4 estão presos preventivamente desde o ano passado.
O esquema investigado
As investigações indicam que o esquema consistia em descontar mensalmente valores das aposentadorias e pensões pagas pelo INSS. Os beneficiários eram cobrados como se tivessem aderido a associações de aposentados, quando, na realidade, não haviam se filiado nem autorizado os descontos.A apuração teve início em 2023 na Controladoria Geral da União, na esfera administrativa. Em 2024, depois que a CGU identificou indícios de crimes, a PF foi acionada para conduzir a investigação criminal.
Fonte: Poder 360




