segunda-feira, 07 de setembro de 202616:21:00
Sol
TV Alagoas
PolíticaJustiça Federal suspende mina de lítio em Minas GeraisPolíticaFachin aguarda explicações de ministros sobre crise no STFGeralPúblico acorda cedo para assistir ao desfile de 7 de Setembro em BrasíliaPolíticaHenrique Chicão é investigado pelo Ministério Público Eleitoral por suposta ocultação de patrimônioGeralBLOG GG SAMPAIO | ALAGOAS PRECISA PENSAR ALÉM DO AGORAPolíticaAfD conquista vitória histórica nas eleições estaduais da Saxônia-AnhaltPolíticaAgenda dos presidenciáveis para o feriado de 7 de SetembroInternacionalAcidente com avião de carga em Miami deixa 5 mortosCulturaRádio Nacional lança série especial do programa No Mundo da BolaEconomiaSenado aprova MP que zera imposto sobre compras internacionais até 50 dólaresGeralMega-Sena acumula e prêmio chega a R$ 48 milhões; veja os númerosGeralIBGE lança mapas-múndi inéditos a partir de amanhã, 7 de setembro

Pegadas de 1,5 milhão de anos revelam coexistência entre hominídeos distintos

Redação29 de novembro de 2024
Pegadas de 1,5 milhão de anos revelam coexistência entre hominídeos distintos

Pesquisadores descobriram que duas espécies de hominídeos – Homo erectus e Paranthropus boisei – conviviam na mesma região há cerca de 1,5 milhão de anos, onde hoje é o Quênia.

Pesquisadores descobriram que duas espécies de hominídeos – Homo erectus e Paranthropus boisei – conviviam na mesma região há cerca de 1,5 milhão de anos, onde hoje é o Quênia.

Publicado nesta quinta-feira (28) na revista Science, o estudo revela que essas espécies deixaram pegadas fossilizadas na Bacia de Turkana, na antiga margem de um lago que agora faz parte do sítio fóssil de Koobi Fora. Essa é a primeira evidência de dois padrões distintos de bipedalismo no mesmo local e época.

Um modelo computadorizado 3D da superfície da área perto da Bacia Turkana, no Quênia, mostra pegadas fósseis de Paranthropus boisei (marcas verticais) com pegadas de Homo erectus formando um caminho perpendicular. Crédito: Kevin Hatala/Universidade de Chatham
As investigações foram lideradas pelo biólogo Kevin Hatala, da Universidade de Chatham, nos EUA. Segundo a análise, as pegadas foram feitas com poucas horas de diferença. "As pegadas fósseis oferecem uma visão vívida de como nossos ancestrais se moviam em seus ambientes", disse o cientista em um comunicado.

Leia mais:

Convivência entre as duas espécies de hominídeos era pacífica

As pegadas de Koobi Fora já eram conhecidas desde 2007 como as mais antigas evidências de hominídeos andando eretos. No entanto, as novas marcas bem preservadas encontradas em 2021 impressionam por indicarem a convivência entre duas espécies distintas no mesmo ambiente. Isso foi detectado por meio da digitalização tridimensional das pegadas, que permitiram a identificação de dois estilos de caminhada.

"As duas espécies estavam na mesma superfície, com poucas horas de diferença. Isso confirma que conviviam no mesmo habitat", disse Craig Feibel, geólogo da Universidade Rutgers e coautor do estudo.

Na foto de cima, uma pegada criada por um indivíduo Homo erectus. Na imagem de baixo, a de um Paranthropus boisei. Crédito: Kevin Hatala / Chatham University
Segundo Feibel, apesar das diferenças na alimentação e no estilo de vida, a competição entre os Homo erectus e os Paranthropus boisei era baixa, levando a uma convivência pacífica e sem grandes conflitos por recursos.

Essas descobertas trazem uma nova perspectiva sobre as relações entre os hominídeos. Embora sejam frequentemente encontrados ossos de H. erectus e P. boisei nas mesmas camadas geológicas, as pegadas são uma evidência mais concreta da convivência entre eles, representando uma importante contribuição para entender a evolução do bipedalismo e as interações entre espécies antigas.

Tags:
FósseisPegadasHominídeoArqueologiaCiência e espaço

Continue Lendo