Parece que a Ciência reinventou a roda para a exploração espacial

Uma equipe da KAIST (Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coreia) e do UEL (Laboratório de Exploração Não Tripulada) desenvolveu uma roda robótica sem ar, inspirada em origami, pensada para enfrentar alguns dos terrenos mais extremos da Lua.
Uma equipe da KAIST (Instituto Avan?ado de Ci?ncia e Tecnologia da Coreia) e do UEL (Laborat?rio de Explora??o N?o Tripulada) desenvolveu uma roda rob?tica sem ar, inspirada em origami, pensada para enfrentar alguns dos terrenos mais extremos da Lua.
A pe?a consegue mudar de tamanho e foi projetada para explorar fendas profundas e tubos de lava, ?reas consideradas estrat?gicas para futuras miss?es lunares.
A ideia ? atacar um problema antigo da explora??o espacial: como levar rovers pequenos, mais leves e baratos, a lugares onde hoje s? ve?culos grandes conseguiriam chegar (e mesmo assim sob alto risco).?

Ao permitir que rob?s compactos superem obst?culos, a nova roda pode abrir caminho para miss?es mais seguras e flex?veis.
Roda muda de tamanho para chegar onde rovers atuais n?o chegam
Tubos de lava e po?os naturais da Lua chamam aten??o porque funcionam como escudos naturais contra radia??o c?smica e varia??es extremas de temperatura. S?o ambientes promissores para futuras bases humanas. O problema ? chegar at? eles. As entradas costumam ser ?ngremes, inst?veis e cheias de obst?culos que travam rovers convencionais logo no in?cio da descida.Criar uma roda que possa variar de di?metro parece a solu??o ?bvia, mas isso sempre esbarrou em limita??es pr?ticas. Na Lua, o ambiente ? hostil: o v?cuo, a poeira extremamente abrasiva e o risco de soldagem a frio (quando partes met?licas grudam entre si) tornam articula??es, dobradi?as e juntas mec?nicas um ponto fraco cr?tico.
Foi para contornar esse cen?rio que a equipe da KAIST e do UEL prop?s uma abordagem diferente. Em vez de mecanismos tradicionais, eles apostaram numa roda sem ar e sem juntas, capaz de se transformar usando a flexibilidade de sua estrutura. Assim, o rover pode viajar compacto e s? "crescer" quando o terreno exigir.
Estrutura flex?vel, sem dobradi?as, pensada para sobreviver ao ambiente lunar
O segredo da roda est? na sua arquitetura. Inspirada em princ?pios do origami e na chamada ponte de Leonardo da Vinci, a estrutura usa tiras met?licas el?sticas organizadas num padr?o helicoidal. Essas tiras se sustentam mutuamente, sem necessidade de parafusos, dobradi?as ou adesivos (justamente os elementos mais vulner?veis no ambiente lunar).
Os pesquisadores testaram o sistema em solo lunar simulado, acoplando as rodas a um rover experimental. Elas demonstraram boa tra??o em superf?cies soltas, venceram obst?culos com inclina??o de at? 34 graus e absorveram impactos severos sem perda de integridade estrutural. Em ensaios mais extremos, a roda resistiu a quedas equivalentes a uma descida de 100 metros na gravidade lunar.
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Para os pesquisadores, a tecnologia j? se mostra pr?tica e confi?vel para futuras miss?es, ainda que desafios como energia e comunica??o continuem no radar.
A pesquisa foi publicada nesta semana, na edi??o de dezembro da revista cient?fica Science Robotics.
Fonte: Olhardigital




