ONU pede proibição de armas autônomas guiadas por inteligência artificial

Humanidade está “perigosamente perto de cruzar uma linha vermelha moral", diz organização
A Organização das Nações Unidas fez um apelo na terça-feira (25.ago.2026) para que países em guerra não utilizem armas totalmente autônomas e guiadas por inteligência artificial. O comunicado expressa preocupação com a possibilidade de decisões de vida ou morte serem tomadas por máquinas incapazes de distinguir civis em zonas de conflito.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que "estamos perigosamente perto de cruzar uma linha vermelha moral: o ataque autônomo de humanos por máquinas". A declaração pede o início imediato de negociações para um instrumento juridicamente vinculante que regule os sistemas de armas autônomas, com proibições e restrições claras.
Guterres e a presidente da Cruz Vermelha, Mirjana Spoljaric Egger, alertaram que a falta de proibições pode dificultar a responsabilização por ataques letais no futuro e comprometer garantias do direito humanitário. Uma reunião em Genebra (Suíça) está agendada para a próxima semana para discutir novas regras sobre armas controladas por IA, que já têm sido utilizadas em conflitos na Ucrânia, Sudão, Faixa de Gaza, Irã e Golfo.
Embora armas totalmente autônomas sejam empregadas por alguns exércitos, como sistemas antimísseis em navios de guerra, não há confirmação de seu uso contra alvos humanos. Os líderes da ONU e da Cruz Vermelha também mencionaram que a 7ª Conferência de Revisão da Convenção sobre Certas Armas Convencionais, marcada para novembro, será uma oportunidade para avançar nas negociações de um tratado internacional.
Fonte: Poder360




