ONU: AIDS matou uma pessoa por minuto no ano passado

Um relatório da ONU revelou que, em 2023, quase 40 milhões de pessoas viviam com o vírus HIV, causador da AIDS.
Um relatório da ONU revelou que, em 2023, quase 40 milhões de pessoas viviam com o vírus HIV, causador da AIDS. 9 milhões das pessoas infectadas não receberam tratamento e, como resultado, a cada minuto alguém morria de causas relacionadas à doença.
Embora existam progressos para acabar com a pandemia global da AIDS, o relatório afirma que o progresso está lento, o financiamento está caindo e novas infecções estão crescendo em três regiões: Oriente Médio e Norte da África, Europa Oriental e Ásia Central, e América Latina.
Em 2023, cerca de 630 mil pessoas morreram de doenças relacionadas com a AIDS, um declínio significativo se comparado aos 2,1 milhões de mortes em 2004. Contudo, o número mais recente é mais do que o dobro da meta para 2025: ficar em menos de 250 mil mortes anuais.

Outro fator observado no relatório é a incidência elevada do HIV entre adolescentes e mulheres jovens em partes de África.
"Os líderes mundiais comprometeram-se a fazer AIDS deixar de ser uma ameaça à saúde pública até 2030, e podem cumprir a promessa, mas apenas se garantirem que o combate ao HIV tem os recursos necessários e os direitos humanos de todos estão protegidos", diz Winnie Byanyima, diretora-executiva da UNAIDS, a divisão da ONU que lidera o esforço global para acabar com a doença.
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Meta de combate à AIDS para 2025 está longe de ser alcançada
- Como parte do compromisso da luta contra a AIDS, os líderes mundiais prometeram reduzir as novas infecções anuais pelo HIV para menos de 370 mil até 2025.
- Entretanto, o relatório afirma que em 2023 as novas infecções foram mais de três vezes superiores a esse número, atingindo 1,3 milhão.
- No ano passado, entre os 39,9 milhões de pessoas do mundo que viviam com HIV, 86% sabiam que estavam infectadas, 77% tinham acesso a tratamento e para 72% o vírus foi suprimido, afirma o relatório.
Existem injeções que podem permanecer no corpo durante seis meses para combater a doença, mas as duas doses custam US$ 40 mil anuais, e apenas portadores do vírus com situação financeira privilegiada conseguiriam acesso ao medicamento.
A UNAIDS, afirma Núñez, tem solicitado ao fabricante das injeções que a disponibilize a um custo menor para países de baixa e média renda. Também existem esforços da agência para buscar a fabricação de uma vacina capaz de prevenir a AIDS. 
Fonte: Olhardigital




