sábado, 12 de setembro de 202620:53:46
Chuva 98%
TV Alagoas
PolíticaNomeações em compras e licitações motivam ação popular em PiaçabuçuPolíticaFachin agenda sessão sobre Mendonça para 23 de setembroPolíticaDefesa de Flávio Bolsonaro tenta mudar relatoria de investigaçãoPolicialTH Joias vira réu por suspeita de ligação com Comando VermelhoPolíticaPF investiga Flávio Bolsonaro por financiamento de filmePolíticaGilmar Mendes pede acesso integral a dados de celular de VorcaroInternacionalBrics manifesta preocupação com tensões no Oriente MédioGeralSão Paulo em estado de atenção por chuvas persistentes e riscos de deslizamentosPolicialDesabamento de prédio em construção na Penha deixa dois mortosSaúdeRetinopatia diabética pode levar à cegueira se não tratadaPolíticaEstado reconheceu culpa na morte de Marighella há 30 anosPolicialGuarda Municipal resgata jovem sequestrada em Maceió

Nomeações em compras e licitações motivam ação popular em Piaçabuçu

Redação12 de setembro de 2026
Nomeações em compras e licitações motivam ação popular em Piaçabuçu

Advogado pede que a Justiça anule trocas de cargos feitas durante a gestão interina e apure se a estrutura do município foi usada para favorecer Kayro Castro, segundo colocado na eleição de 2024.

O advogado alagoano Thiago Duarte Cavalcante ajuizou ação popular para questionar a sequência de nomeações e exonerações realizadas na Prefeitura de Piaçabuçu durante a gestão interina do município. Para o autor, a recomposição da estrutura administrativa em curto intervalo de tempo precisa passar pelo exame do Judiciário à luz dos princípios da legalidade, da moralidade, da impessoalidade e da finalidade pública. A ação popular é o instrumento previsto na Constituição que permite a qualquer cidadão acionar a Justiça para anular atos lesivos ao patrimônio público ou à moralidade administrativa. Na prática, é o eleitor comum pedindo que um juiz examine decisões tomadas por quem comanda a prefeitura. O que a ação questiona Segundo a petição, as mudanças não ficaram restritas ao primeiro escalão. Alcançaram funções estratégicas ligadas a compras, licitações, convênios, planejamento, assessoramento jurídico, saúde, arrecadação e controle administrativo, justamente as áreas que movimentam recursos públicos e fiscalizam a própria máquina. O autor relaciona essa sequência a vínculos políticos, profissionais, funcionais e associativos que existiriam entre parte dos nomeados e Kayro Castro, apontado na ação como possível beneficiário político da reorganização. Castro ficou em segundo lugar na eleição municipal de 2024 e não oficializou candidatura no eventual pleito suplementar. A petição cita ainda registros audiovisuais da transição administrativa e manifestações políticas posteriores, nas quais aparecem o prefeito interino, integrantes da nova equipe e Kayro Castro. Para o autor popular, é a convergência desses elementos que justifica a apuração de eventual uso da estrutura municipal em favor de um projeto eleitoral. A ação é expressa ao afirmar que nenhum vínculo ou imagem, isoladamente, serve como prova conclusiva de irregularidade. O que está sendo pedidoA ação formula quatro pedidos principais: 1. Preservação dos documentos administrativos referentes às nomeações e exonerações do período. 2. Proibição de uso eleitoral da máquina pública municipal. 3. Restauração do estado anterior nas exonerações que venham a ser reconhecidas como parte de uma atuação desviada. 4. Exame judicial de todo o conjunto de atos praticados durante a interinidade. O ponto jurídico central A ação reconhece que não existe direito automático à permanência em cargos de livre nomeação. São postos de confiança, preenchidos e desfeitos por decisão do gestor. O argumento é outro: nem mesmo a discricionariedade administrativa serve de blindagem para atos praticados com finalidade estranha ao interesse público. O prefeito pode nomear e exonerar. O que não pode é usar esse poder para um fim diferente do da administração. "A Justiça não deve escolher quem ocupará os cargos municipais, mas precisa assegurar que o poder de nomear e exonerar permaneça subordinado à Constituição", sustenta Cavalcante na fundamentação. O advogado acrescenta que a Administração Pública pertence à população e não pode ser transformada em extensão de campanha, instrumento de favorecimento ou patrimônio de qualquer grupo político. Próximos passos Os fatos narrados na petição ainda serão submetidos ao contraditório, o que significa que os citados terão oportunidade de apresentar defesa. Caberá ao Poder Judiciário examinar a consistência das provas e decidir sobre os pedidos formulados. Até lá, trata-se de alegações de uma das partes, e não de fatos reconhecidos em juízo. A reportagem procurou a Prefeitura de Piaçabuçu e a assessoria de Kayro Castro. O espaço segue aberto para manifestação.

Continue Lendo