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Ministro colombiano é alvo de críticas por viagem a lazer em meio a crise pós-terremoto

Redação17 de agosto de 2026
Ministro colombiano é alvo de críticas por viagem a lazer em meio a crise pós-terremoto
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O novo ministro da Habitação da Colômbia, Jaime Andrés Beltrán, foi alvo de duras críticas após ter aparecido em uma praia neste fim de semana com sua família, enquanto o país vive uma crise devido ao terremoto mortal que atingiu o país há poucos dias.

O novo ministro da Habitação da Colômbia, Jaime Andrés Beltrán, foi alvo de duras críticas após ter aparecido em uma praia neste fim de semana com sua família, enquanto o país vive uma crise devido ao terremoto mortal que atingiu o país há poucos dias.

Fotos e vídeos do ministro descansando na faixa de areia da cidade litorânea de Santa Marta, no norte da Colômbia, circularam nas redes sociais durante o domingo, 16. As imagens chocaram os internautas por causa do desastre vivido pela população alguns dias antes, na segunda-feira 16, e que continua ecoando no cotidiano dos colombianos.

A oposição de esquerda criticou o chefe da pasta por tirar férias em um momento de crise e não levar em conta as milhares de famílias que precisam de assistência devido aos impactos do terremoto, que deixou mais de 27 mil casas destruídas. Milhares de pessoas estão desabrigadas e morando em locais improvisados.

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“Quero deixar minha certeza de que não estava de férias. Quis passar algumas horas com minha esposa e meus filhos, que eu não via há vários dias, para continuar imediatamente meu trabalho de consolidar as fases de passagem das áreas atingidas pelo terremoto”, afirmou o ministro nesta segunda-feira, 17, em uma publicação do X, antigo Twitter. Continua após a publicidade

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Impactos do terremoto

O presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, fez visitas rápidas aos locais mais atingidos, onde anunciou auxílio para o pagamento de aluguel às vítimas da tragédia. O líder de direita assumiu a presidência três dias antes do terremoto abalar as estruturas do país.

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De acordo com o último balanço oficial, ao menos 281 vidas foram ceifadas pelo tremor de magnitude 7,4 na segunda-feira 10, o mais forte a ser registrado por aquelas paragens neste século. Além disso, há mais de 3.900 feridos e ao menos 379 pessoas seguem desaparecidas sob montanhas de escombros, chapas metálicas e fios pendurados.

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O terremoto teve epicentro perto de San José del Palmar, em Chocó, uma das regiões mais pobres do país. Ali, a fase de busca e resgate já terminou, mas são urgentes as ações de ajuda às pessoas afetadas. As autoridades apelaram que as guerrilhas que aterrorizam a região permitam a entrada de alimentos, medicamentos e equipes do governo.

"A probabilidade de encontrar sobreviventes está se esgotando", reconheceu David Tamayo, diretor da Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres (UNGRD), "mas o lema é não deixar de buscar, não descansar até que possamos informar que encontramos estas pessoas, tomara vivas, ou recuperar seus corpos se estão nos escombros", completou ele numa mensagem em vídeo publicada na noite de quinta-feira. Continua após a publicidade

Enquanto isso, os tremores secundários e os danos estruturais complicam os trabalhos de resgate.

Em Cali, uma das cidades onde mais edifícios caíram, parques e ruas se transformaram em acampamentos improvisados. María del Carmen Rodríguez, de 72 anos, perdeu o apartamento pelo qual economizou durante toda a vida, e agora passa em uma quadra de futebol as noites quentes ao lado do marido, de 76 anos. Continua após a publicidade

"A gente se pergunta a que tipo de ajuda temos direito, se vão nos realocar para outro lugar, porque isso vai longe", contou ela à agência de notícias AFP. Publicidade

Fonte: Veja Abril

Tags:
DesastreColômbiaCrisemundoTerremoto

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