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Meta prioriza estrangeiros por salários mais baixos, diz Justiça dos EUA

Redação26 de fevereiro de 2025
Meta prioriza estrangeiros por salários mais baixos, diz Justiça dos EUA

A Meta pode enfrentar uma ação judicial por supostamente priorizar a contratação de trabalhadores estrangeiros e pagar salários mais baixos em comparação ao rendimento de funcionários americanos.

A Meta pode enfrentar uma ação judicial por supostamente priorizar a contratação de trabalhadores estrangeiros e pagar salários mais baixos em comparação ao rendimento de funcionários americanos.

O alerta foi feito pela juíza Laurel Beeler, de São Francisco, informou a Reuters. Segundo ela, três cidadãos americanos ameaçaram entrar com uma ação coletiva acusando a Meta de se recusar a contratá-los mesmo com alta qualificação.

Em nota, a empresa controladora do Instagram, Facebook e WhatsApp disse que as alegações são infundadas e que vai se defender "vigorosamente" contra as acusações.

Meta enfrentou processo semelhante em 2021 (Imagem: Thaspol Sangsee/Shutterstock)
Os demandantes são o trabalhador de tecnologia da informação Purushothaman Rajaram e a engenheira de software Ekta Bhatia, ambos cidadãos norte-americanos naturalizados, e o cientista de dados Qun Wang.

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Eles alegam que se candidataram a vários empregos na Meta entre 2020 e 2024, mas foram rejeitados devido à “preferência sistemática” da empresa por portadores de visto.

“Estamos esperançosos de que o processo ajude a remediar o favoritismo em relação aos trabalhadores com visto que é comum na indústria de tecnologia”, disse o advogado Daniel Low, em um e-mail enviado à reportagem. “Abordar completamente a questão exigirá execução adicional ou reforma legislativa.”

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15% da força de trabalho da Meta é formada por estrangeiros (Imagem: miss.cabul/Shutterstock)

Quais são as provas?

Dados apresentados pela própria juíza mostram que 15% da força de trabalho da Meta nos EUA possui vistos H-1B, que normalmente são concedidos a profissionais estrangeiros.

Além disso, a magistrada relembrou um acordo de 2021 em que a Meta se comprometeu a pagar US$ 14,25 milhões para encerrar um processo aberto pelo governo federal contra a empresa alegando o favorecimento a portadores de visto temporário.

À época, o Departamento de Justiça americano alegou que "o Facebook criou intencionalmente um sistema de contratação no qual negava aos trabalhadores qualificados dos EUA uma oportunidade justa" após dois anos de investigações.

“Essas alegações apoiam a queixa geral dos demandantes de que eles não foram contratados porque a Meta favorece os portadores de visto H-1B”, escreveu Beeler.

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