Conflitos agrários aumentam no Brasil, aponta CPT

O Brasil teve mais conflitos agrários no primeiro semestre deste ano, mas o número de pessoas assassinadas no campo diminuiu em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (2) pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), que aponta o aumento da mercantilização e d...
O Brasil registrou aumento nos conflitos agrários no primeiro semestre de 2026, enquanto o número de assassinatos no campo caiu, segundo dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgados nesta quarta-feira (2). Foram contabilizados seis assassinatos, comparados a 27 no mesmo período de 2025, enquanto os conflitos subiram de 798 para 841.
O Maranhão liderou os conflitos com 156 casos, seguido por Pará, Bahia, Rondônia e Amazonas. A CPT destaca a intensificação da mercantilização e financeirização da terra, com fundos de pensão e interesse em terras raras.
Os conflitos por terra somaram 711 casos, seguidos por conflitos por água (100) e trabalho escravo rural (30). A violência mais comum foi a contaminação por agrotóxicos, que aumentou de 98 para 169 casos.

Os conflitos pela água dobraram, com 100 registros em 20 estados. No Pará, houve resistência contra a privatização dos rios e a ação de garimpeiros.
O trabalho escravo rural diminuiu, com 30 casos registrados. São Paulo teve o maior número de trabalhadores resgatados.
Seis assassinatos foram registrados, incluindo um massacre em Lábrea (AM). A violência contra a pessoa aumentou, com destaque para a contaminação por minérios em Jacareacanga, no Pará.
Manifestações aumentaram de 253 para 284, com reivindicações por demarcação de terras indígenas e contra agrotóxicos.




