segunda-feira, 07 de setembro de 202614:33:29
Sol
TV Alagoas
PolíticaJustiça Federal suspende mina de lítio em Minas GeraisPolíticaFachin aguarda explicações de ministros sobre crise no STFGeralPúblico acorda cedo para assistir ao desfile de 7 de Setembro em BrasíliaPolíticaHenrique Chicão é investigado pelo Ministério Público Eleitoral por suposta ocultação de patrimônioGeralBLOG GG SAMPAIO | ALAGOAS PRECISA PENSAR ALÉM DO AGORAPolíticaAfD conquista vitória histórica nas eleições estaduais da Saxônia-AnhaltPolíticaAgenda dos presidenciáveis para o feriado de 7 de SetembroInternacionalAcidente com avião de carga em Miami deixa 5 mortosCulturaRádio Nacional lança série especial do programa No Mundo da BolaEconomiaSenado aprova MP que zera imposto sobre compras internacionais até 50 dólaresGeralMega-Sena acumula e prêmio chega a R$ 48 milhões; veja os númerosGeralIBGE lança mapas-múndi inéditos a partir de amanhã, 7 de setembro

Jatos de buracos negros podem estimular explosões estelares

Redação27 de setembro de 2024
Jatos de buracos negros podem estimular explosões estelares

Jatos emitidos por buracos negros supermassivos são fenômenos extraordinários, com alguns deles alcançando milhões de anos-luz de distância, carregando partículas que se deslocam quase à velocidade luz.

Jatos emitidos por buracos negros supermassivos são fenômenos extraordinários, com alguns deles alcançando milhões de anos-luz de distância, carregando partículas que se deslocam quase à velocidade luz.

Recentemente, cientistas descobriram que esses jatos podem influenciar eventos não relacionados a eles, como as explosões de novas. Uma nova é uma explosão nuclear cataclísmica em uma estrela, causada pela acreção de hidrogênio à superfície de uma anã branca, levando à ignição e iniciando a fusão nuclear.

Essas novas ocorrem quando a anã branca, uma estrela em estágio final de vida, atrai material de uma estrela companheira. O hidrogênio acumulado em sua superfície aquece até explodir, provocando um brilho intenso, mas passageiro. Esse processo não destrói a anã branca, permitindo que novas explosões aconteçam diversas vezes ao longo do tempo.

Publicidade
Cesmac

Leia mais:

Primeiro buraco negro fotografado na história foi o objeto da pesquisa

Usando o Telescópio Espacial Hubble, astrônomos estudaram a galáxia elíptica M87, localizada a 53 milhões de anos-luz da Terra. No coração da galáxia, está o buraco negro supermassivo M87*, o primeiro a ser registrado em uma imagem. Com uma massa equivalente a 6,5 bilhões de sóis, esse monstro cósmico emite poderosos jatos que se estendem por aproximadamente 3 mil anos-luz.
Estonteante jato disparado pelo buraco negro supermassivo central da galáxia M87. Crédito: NASA, ESA, A. Lessing (Universidade de Stanford), E. Baltz (Universidade de Stanford), M. Shara (AMNH), J. DePasquale (STScI)
Aceito para publicação pelo The Astrophysical Journal e disponível no repositório de pré-impressão online arXiv, o estudo descobriu que a região próxima aos jatos exibe o dobro da quantidade de novas em comparação a outras áreas da galáxia.

Segundo Alec Lessing, pesquisador da Universidade de Stanford, nos EUA, e autor principal do estudo, "essa é uma descoberta emocionante, pois indica que algo na interação dos jatos com o ambiente ao redor ainda não é totalmente compreendido”.

Os resultados sugerem que os jatos podem estar acelerando o surgimento de novas de duas maneiras: aumentando a formação de sistemas que geram novas ou acelerando o processo de erupção em anãs brancas. No entanto, os cientistas ainda não sabem qual dessas hipóteses está correta.

“Talvez o jato esteja acelerando o acúmulo de hidrogênio nas anãs brancas, levando a erupções mais frequentes”, disse Lessing em um comunicado. "Não está claro se é um empurrão físico. Pode ser o efeito da pressão da luz que emana do jato. Quando você fornece hidrogênio mais rápido, obtém erupções mais rapidamente. Algo pode estar dobrando a taxa de transferência de massa para as anãs brancas perto do jato".

Representação artística de uma explosão estelar. Crédito: Jurik Peter – Shutterstock
Os pesquisadores também consideraram a hipótese de que o jato poderia estar aquecendo a estrela companheira da anã branca, fazendo com que ela despeje mais hidrogênio. No entanto, cálculos indicam que o aquecimento gerado pelos jatos não seria suficiente para provocar esse efeito.

O coautor Michael Shara, do Museu Americano de História Natural, destacou que o Hubble forneceu evidências mais sólidas e detalhadas sobre a atividade em torno do jato de M87. A equipe identificou 94 novas em um terço da galáxia, com a maioria delas concentrada nas proximidades dos jatos.

Tags:
Jatos de buraco negroCiência e espaçoExplosõesNovasBuracos negros

Continue Lendo