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Idealizado por Trump, Conselho de Paz para Gaza sofre com ‘lacuna’ de financiamento

Redação19 de maio de 2026
Idealizado por Trump, Conselho de Paz para Gaza sofre com ‘lacuna’ de financiamento
© Donald Trump

O "Conselho da Paz" criado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou para a necessidade urgente de liberar os recursos prometidos para o plano de reconstrução de Gaza, diante do risco de uma crise financeira no plano estimado em US$ 70 bilhões, de acordo com um relatório enviado em 15 de maio ao Conselho de Segurança da ONU e obtido pela agência de notícias Reuters nesta terça-feira, 19.

O "Conselho da Paz" criado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou para a necessidade urgente de liberar os recursos prometidos para o plano de reconstrução de Gaza, diante do risco de uma crise financeira no plano estimado em US$ 70 bilhões, de acordo com um relatório enviado em 15 de maio ao Conselho de Segurança da ONU e obtido pela agência de notícias Reuters nesta terça-feira, 19. O órgão afirmou que existe uma diferença significativa entre os valores prometidos por países doadores e o dinheiro efetivamente repassado.

"Os ⁠fundos prometidos, mas ainda não ​desembolsados, representam a diferença entre uma estrutura que existe no papel e uma que se concretiza no terreno para o povo de ​Gaza", disse o conselho, acrescentando que "a lacuna entre o compromisso e o desembolso precisa ser fechada com urgência".

A Reuters informou em abril que o conselho havia recebido apenas uma pequena fração dos US$17 bilhões (mais de R$ 85 bilhões) prometidos pelos membros para Gaza, ​impedindo que o plano elaborado pelos EUA seguisse adiante. Na ocasião, o Conselho de Paz negou problemas e afirmou que não enfrentava restrições financeiras, alegando que se tratava de "organização focada na execução que chama capital conforme necessário".

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Sobre o ‘Conselho da Paz’

Trump criou o Conselho da Paz em janeiro com o objetivo de administrar a Faixa de Gaza de forma interina até a formação de um governo local, com ambições de ter um mandato mais amplo para crises globais. Apesar de ter sido reconhecido pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, a iniciativa ainda não conta com o apoio de vários países, incluindo o Brasil. Continua após a publicidade

No projeto original, a criação do conselho é um passo fundamental no roteiro criado pelos Estados Unidos, e apoiado no Conselho de Segurança da ONU, para desmilitarizar e reconstruir Gaza após dois anos de guerra entre Israel e o Hamas. Descrito por Trump como “o maior e mais prestigioso Conselho já formado”, o comitê incluirá também nomes como o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney e o secretário de Estado americano, Marco Rubio.

Segundo a Casa Branca, o Conselho da Paz vai discutir questões como “fortalecimento da capacidade de governança, relações regionais, reconstrução, atração de investimentos, financiamento em larga escala e mobilização de capital”.

“Esse órgão estabelecerá a estrutura e administrará o financiamento para a reconstrução de Gaza até que a Autoridade Palestina conclua seu programa de reformas, conforme delineado em várias propostas, incluindo o plano de paz do Presidente Trump em 2020 e a proposta saudita-francesa, e possa retomar o controle de Gaza de forma segura e eficaz. Esse órgão recorrerá aos melhores padrões internacionais para criar uma governança moderna e eficiente que sirva à população de Gaza e seja propícia à atração de investimentos”, explica.

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Fonte: Veja Abril

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