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IA superinteligente exige testes de segurança como os da bomba atômica

Redação13 de maio de 2025
IA superinteligente exige testes de segurança como os da bomba atômica

Max Tegmark, físico do MIT e referência em segurança da inteligência artificial, defende que empresas de IA realizem cálculos de risco rigorosos antes de lançar sistemas superinteligentes — semelhantes aos feitos antes do primeiro teste nuclear de 1945, liderado por Robert Oppenheimer.

Max Tegmark, físico do MIT e referência em segurança da inteligência artificial, defende que empresas de IA realizem cálculos de risco rigorosos antes de lançar sistemas superinteligentes — semelhantes aos feitos antes do primeiro teste nuclear de 1945, liderado por Robert Oppenheimer.

Tegmark propõe que as empresas calculem a “constante de Compton”, uma estimativa da probabilidade de perder o controle sobre uma superinteligência artificial (ASI). A ideia é inspirada em Arthur Compton, físico que aprovou o teste da bomba atômica após estimar um risco extremamente baixo de catástrofe.

Chamada à responsabilidade

  • Segundo Tegmark explicou ao The Guardian, confiar apenas em sensações de segurança não é suficiente.
  • “Não basta dizer ‘nos sentimos bem com isso’. Elas precisam calcular a porcentagem”, afirmou o físico.
  • Ele afirma que cálculos transparentes poderiam gerar consenso político e apoiar a criação de regras globais para o desenvolvimento seguro da IA.
  • Tegmark é cofundador do Future of Life Institute, que publicou uma carta aberta em 2023 com mais de 33.000 assinaturas (incluindo Elon Musk e Steve Wozniak), pedindo uma pausa na corrida por IAs cada vez mais poderosas e difíceis de controlar.
Especialistas recomendam que gigantes da IA quantifiquem o risco de autonomia incontrolável antes de lançarem sistemas avançados – Imagem: Anggalih Prasetya/Shutterstock
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Colaboração internacional

Recentemente, Tegmark e outros especialistas divulgaram o Consenso de Singapura, com diretrizes para priorizar a segurança da IA. Ele afirma que, após a cúpula de Paris, o debate voltou a focar em colaboração internacional, fortalecendo a causa por uma IA segura e controlável.

O relatório definiu três grandes áreas a serem priorizadas na pesquisa sobre segurança de IA: desenvolver métodos para medir o impacto dos sistemas de IA atuais e futuros; especificar como uma IA deve se comportar e projetar um sistema para atingir esse objetivo; e gerenciar e controlar o comportamento de um sistema.

Sistemas superinteligentes de IA devem passar por medidas concretas de segurança (Imagem: Lemon_tm/iStock)

Tags:
Ética na iaProinteligência artificial

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