segunda-feira, 07 de setembro de 202614:37:56
Sol
TV Alagoas
PolíticaJustiça Federal suspende mina de lítio em Minas GeraisPolíticaFachin aguarda explicações de ministros sobre crise no STFGeralPúblico acorda cedo para assistir ao desfile de 7 de Setembro em BrasíliaPolíticaHenrique Chicão é investigado pelo Ministério Público Eleitoral por suposta ocultação de patrimônioGeralBLOG GG SAMPAIO | ALAGOAS PRECISA PENSAR ALÉM DO AGORAPolíticaAfD conquista vitória histórica nas eleições estaduais da Saxônia-AnhaltPolíticaAgenda dos presidenciáveis para o feriado de 7 de SetembroInternacionalAcidente com avião de carga em Miami deixa 5 mortosCulturaRádio Nacional lança série especial do programa No Mundo da BolaEconomiaSenado aprova MP que zera imposto sobre compras internacionais até 50 dólaresGeralMega-Sena acumula e prêmio chega a R$ 48 milhões; veja os númerosGeralIBGE lança mapas-múndi inéditos a partir de amanhã, 7 de setembro

Governo deve apostar em “canal aberto” para negociar tarifaço, diz Azevêdo

Redação03 de junho de 2026
Governo deve apostar em “canal aberto” para negociar tarifaço, diz Azevêdo
© Foto:

Em entrevista ao WW, Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), defendeu que o governo brasileiro adote uma postura de diálogo intenso e criatividade nas negociações com os Estados Unidos para enfrentar as novas tarifas propostas pelo governo norte-americano.

Em entrevista ao WW, Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), defendeu que o governo brasileiro adote uma postura de diálogo intenso e criatividade nas negociações com os Estados Unidos para enfrentar as novas tarifas propostas pelo governo norte-americano.

A avaliação foi feita em meio à divulgação do relatório do USTR (Escritório do Representante Comercial da Casa Branca), que propõe tarifas de até 25% sobre produtos brasileiros e acusa o Brasil de práticas consideradas desleais contra empresas e entidades norte-americanas.

Azevêdo explicou que a chamada Seção 301 tem o Brasil como país investigado e, por isso, a medida americana precisa identificar práticas específicas que prejudiquem os interesses da indústria e das empresas dos EUA.

Segundo ele, os americanos ampliaram deliberadamente o escopo da investigação ao incluir temas como anticorrupção, etanol, propriedade intelectual e desmatamento. “Jogam uma tarrafa para ter certeza que o resultado da investigação seria positivo”, afirmou.

Negociação aberta e criativa

Para Azevêdo, a negociação não precisa se restringir aos temas listados na investigação. Ele destacou que o leque de possibilidades é amplo e pode envolver qualquer área de interesse mútuo.

Publicidade
Cesmac

Como exemplo, mencionou a possibilidade de o Brasil reconsiderar seu bloqueio à moratória sobre transmissões eletrônicas na OMC — episódio que teria gerado insatisfação do negociador americano Jamieson Greer. “O céu é o limite, você pode negociar qualquer coisa”, disse.

Azevêdo também apontou que setores com tarifas elevadas poderiam servir como margem de negociação, permitindo ao Brasil oferecer reduções tarifárias em troca de contrapartidas americanas.

“Você precisa ter criatividade, você precisa ter canal aberto”, afirmou, ressaltando que a identificação de oportunidades passa por “um diálogo intenso, por confiança mútua, por uma capacidade e desejo de negociar”.

Dúvidas sobre viabilidade política

Apesar de apontar caminhos para a resolução da disputa, Azevêdo demonstrou ceticismo quanto às chances reais de um acordo ser alcançado no curto prazo. Ele ponderou que, em um ano eleitoral nos Estados Unidos, a negociação pode não ser o caminho mais conveniente politicamente.

“Eu tenho sérias dúvidas se, em um ano eleitoral, a negociação é o melhor resultado para um contexto em que a animosidade, a briga, o inimigo externo pode angariar votos com mais facilidade”, concluiu. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Fonte: CNN Brasil

Tags:
TarifaçoTrumpComércio exteriorWilliam waack-transcricao-de-videos-Macroeconomia

Continue Lendo