Fim do metaverso? Meta deve anunciar demissões para focar mais em IA

A Meta pode anunciar nesta semana uma reestruturação profunda em sua divisão de hardware, o que sinalizaria o fim de uma era.
A Meta pode anunciar nesta semana uma reestruturação profunda em sua divisão de hardware, o que sinalizaria o fim de uma era. A empresa planeja demitir cerca de 10% da força de trabalho do Reality Labs, braço responsável pelo desenvolvimento do metaverso, conforme as prioridades do CEO, Mark Zuckerberg, migram para a inteligência artificial (IA).
O movimento marca um recuo estratégico do plano original de construir um mundo virtual imersivo para focar em tecnologias mais imediatas e lucrativas. Com a mudança, o Reality Labs, que abriga cerca de 15 mil funcionários, deve sofrer cortes concentrados nas equipes de realidade virtual e na rede social Horizon Worlds, segundo o New York Times.
Mark Zuckerberg reduz investimentos no metaverso para priorizar IA
A decisão de enxugar o Reality Labs ocorre após anos de gastos massivos e retornos financeiros incertos sobre o conceito de metaverso. Estima-se que a divisão tenha acumulado perdas superiores a US$ 70 bilhões (aproximadamente R$ 376 bilhões) desde o início de 2021, tornando-se um alvo óbvio para investidores que pediam maior disciplina fiscal.Esse ajuste não é apenas uma contenção de despesas, mas uma realocação estratégica de talentos para a corrida armamentista da tecnologia atual. Zuckerberg pediu que seus executivos identifiquem onde é possível poupar para garantir que a Meta não fique para trás no desenvolvimento da "próxima geração" de modelos de IA.

Embora o metaverso ainda faça parte do discurso oficial, ele deixou de ser a estrela principal nas apresentações de resultados da companhia. O foco agora está em produtos que conectam o mundo físico ao digital de forma mais simples e direta, como os óculos inteligentes lançados em parceria com a Ray-Ban.
O fechamento de postos de trabalho deve poupar as divisões que trabalham com realidade aumentada e dispositivos vestíveis. Essa guinada indica onde a Meta enxerga seu futuro imediato: em ferramentas de IA que as pessoas possam usar no dia a dia, fora de ambientes totalmente virtuais.
Aposta em infraestrutura e óculos inteligentes dita o novo rumo da companhia
A nova estratégia da Meta ganha corpo com o anúncio do Meta Compute, iniciativa para expandir a infraestrutura de processamento da empresa. O objetivo é garantir que a Meta tenha chips e data centers próprios suficientes para sustentar a evolução de suas ferramentas de IA.
Nesse cenário, os óculos Ray-Ban Meta surgem como o grande sucesso inesperado e o principal veículo para essa nova fase. Com mais de duas milhões de unidades vendidas, o acessório provou que o público prefere dispositivos discretos que integrem assistentes de voz e câmeras à rotina.
A empresa confirmou que está transferindo investimentos do metaverso diretamente para o desenvolvimento desses óculos inteligentes e outros dispositivos vestíveis. Para o CEO, esses aparelhos são a forma principal de levar a “superinteligência” para a vida cotidiana das pessoas de maneira natural.
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(Essa matéria também usou informações de Bloomberg.)
Fonte: Olhardigital




