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EUA registram primeiro caso humano de mosca-da-bicheira; saiba o que é

Redação25 de agosto de 2025
EUA registram primeiro caso humano de mosca-da-bicheira; saiba o que é

O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (HHS, na sigla em inglês) relatou, no domingo (24), o primeiro caso humano no país de bicheira-do-Novo-Mundo, também conhecida como mosca-da-bicheira.

O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (HHS, na sigla em inglês) relatou, no domingo (24), o primeiro caso humano no país de bicheira-do-Novo-Mundo, também conhecida como mosca-da-bicheira.

A condição é causada pelo parasita Cochliomyia hominivorax, que se alimenta da pele e dos tecidos de mamíferos, incluindo humanos, durante sua fase larval.

Mosca deposita suas larvas na ferida aberta (Aleksandr Grechanyuk/Shutterstock)
O caso foi investigado pelo Departamento de Saúde de Maryland e pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), que confirmaram o diagnóstico em um paciente que havia retornado de uma viagem a El Salvador.

Como é o “ataque” da mosca-da-bicheira

  • Segundo a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE, na sigla em inglês), as moscas fêmeas são atraídas por feridas abertas e depositam, em média, 343 ovos nas bordas do machucado;
  • As larvas surgem entre 12 e 24 horas depois e, imediatamente, começam a perfurar e se alimentar da carne do hospedeiro;
  • Se não tratada, a infestação pode ser fatal;
  • O Serviço de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal, do Departamento de Agricultura dos EUA, informa que a bicheira-do-Novo-Mundo é endêmica em Cuba, Haiti, República Dominicana e em alguns países da América do Sul;
  • Em 2023, mais de 6,5 mil casos foram registrados no Panamá. Desde então, a doença também foi detectada na Costa Rica, Nicarágua, Honduras, Guatemala, Belize, El Salvador e México.

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Mosca-da-bicheira
Mosca-da-bicheira é endêmica em Cuba, Haiti, República Dominicana e em alguns países da América do Sul (Imagem: Rmd_17/Shuttestock)
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Sintomas

De acordo com o CDC, a infestação pode provocar sintomas dolorosos, incluindo:
  • Feridas que não cicatrizam;
  • Sangramento em lesões abertas;
  • Sensação de movimento das larvas dentro das feridas;
  • Odor forte no local da infestação.
A detecção da doença é realizada por meio da avaliação clínica dos sintomas e da presença das larvas. O histórico de viagens para regiões endêmicas auxilia na identificação do parasita.

Ferida aberta em um braço
Higienização e proteção de feridas abertas é essencial (Imagem: Wut_Moppie/Shutterstock)

Tratamento e prevenção

O tratamento consiste na remoção das larvas, que pode ser realizada com ou sem cirurgia. O CDC alerta que não é recomendado tentar retirar ou descartar as larvas sem acompanhamento médico.

A prevenção é considerada b para evitar a infestação. As medidas incluem o uso de repelentes, a higienização e proteção de feridas abertas, além da utilização de telas mosquiteiras em áreas de risco.

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