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Estados Unidos revoga licença de venda de petróleo do Irã, diz autoridade

Redação07 de julho de 2026
Estados Unidos revoga licença de venda de petróleo do Irã, diz autoridade

Os Estados Unidos revogaram uma licença geral que autorizava a venda de petróleo iraniano, afirmou uma autoridade americana nesta terça-feira (7), alertando que as ações do Irã no Estreito de Ormuz eram "totalmente inaceitáveis" e teriam consequências, após ataques a petroleiros na via de navegação.

Os Estados Unidos revogaram uma licença geral que autorizava a venda de petróleo iraniano, afirmou uma autoridade americana nesta terça-feira (7), alertando que as ações do Irã no Estreito de Ormuz eram "totalmente inaceitáveis" e teriam consequências, após ataques a petroleiros na via de navegação.

Os preços do petróleo subiram mais de 3% após o anúncio.

O representante americano afirmou que os negociadores continuam trabalhando para chegar a um acordo final com o Irã, apesar da recente escalada de tensões.

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Em junho deste ano, o governo americano teria firmado um acordo junto à República Islâmica para suspender as sanções impostas em cima da venda de petróleo do país.

A medida, que havia sido imposta em 21 de junho, permitia que o Irã vendesse e entregasse petróleo, sem sofrer sanções, a quase todos os países do mundo, inclusive aos Estados Unidos, até o dia 21 de agosto.

A revogação realizada pelos EUA foi tomada depois que três petroleiros relataram ter sido atingidos por projéteis desconhecidos no Estreito de Ormuz e nas proximidades nos últimos dias, informou a agência UKMTO (Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido), ligada à Marinha britânica, em um relatório. Não houve comentário imediato de Teerã, nem qualquer reivindicação de responsabilidade.

Os ataques e a resposta de Washington ameaçam colocar em risco o frágil entendimento diplomático entre Estados Unidos e Irã, aumentando o risco de que novas retaliações inviabilizem as negociações sobre um acordo mais abrangente.

Outra autoridade americana, falando sob condição de anonimato, disse que os indícios iniciais apontavam que a República Islâmica tinha disparado contra três navios mercantes.

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A possível escalada ocorre no momento em que ambos os lados vinham trabalhando em direção a um acordo que incluísse limites ao programa nuclear do Irã e o alívio de algumas sanções, incluindo restrições sobre exportações de petróleo.

O Estreito de Ormuz, uma estreita via navegável entre o Irã e Omã, é um dos pontos-chave mais importantes do mundo para o transporte de energia, por onde passa diariamente cerca de um quinto do consumo global de petróleo e grandes volumes de gás natural liquefeito.

Qualquer interrupção prolongada poderia elevar os preços da energia e aumentar a pressão sobre consumidores e governos que já enfrentam custos mais altos com combustíveis.

As exportações de petróleo continuam sendo uma fonte crítica de receita para o Irã, gerando bilhões de dólares em moeda forte que ajudam a financiar os gastos do governo e a sustentar uma economia enfraquecida por anos de sanções dos EUA.

Apesar das restrições, Teerã conseguiu expandir os embarques nos últimos anos, principalmente para a China, tornando as vendas de petróleo uma das principais fontes de sustento econômico do país.

Qualquer nova tentativa de restringir essas exportações poderia exercer pressão adicional sobre as finanças do Irã e sua capacidade de sustentar programas domésticos e atividades regionais.

Entenda o que os Estados Unidos querem no Irã

Fonte: CNN Brasil

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