Esses dois países da África nunca foram colonizados

Sabemos que a Europa foi responsável por dominar quase o mundo inteiro durante vários séculos desde que começou a viajar para outros continentes.
Sabemos que a Europa foi responsável por dominar quase o mundo inteiro durante vários séculos desde que começou a viajar para outros continentes. Quando se pensa no assunto, a primeira informação que vem à cabeça é a colonização do Brasil por parte de Portugal, da Espanha em diversos países da América e da Inglaterra nos Estados Unidos.
Além disso, não nos esquecemos dos diversos países africanos que foram colonizados pelos europeus, sendo comum pensar que todo o continente foi dominado por outros países. Entretanto, não foi bem assim: a África não foi totalmente dominada. Existem dois países que escaparam da colonização, e são eles a Etiópia e a Libéria.
E os dois possuem histórias bastante curiosas, sendo que um conseguiu expulsar os colonos, enquanto o outro havia acabado de ser formado por imigrantes. Confira abaixo mais sobre esse assunto.
Quais países da África nunca foram colonizados?
A África é o terceiro continente mais extenso do mundo, e sofreu muito com a colonização europeia, sendo vítima de diversos atos contra seus povos no século XIX. Dos atuais 55 países do continente, apenas a Etiópia e a Libéria conseguiram escapar de serem colonizados, e de ficarem sob o jugo da Europa.
Já a Libéria surgiu da invasão de território africano por norte-americanos, que tinham como objetivo se livrar dos negros e manter a raça branca.
Etiópia
Aconteceram diversas tentativas de neocolonalismo no país. Próximo de 1880, a Itália era um dos países mais atrasados da Europa ocidental por ainda ser muito agrário, pobre e recém-unificado.
Então, eles começaram pela região da atual Eritreia, acima do Chifre Africano, que foi facilmente incorporada como colônia. Contudo, a ambição continuava, e eles também queriam a Etiópia, um país cristão governado por Menelik II, que se dizia descendente do rei Salomão e da rainha de Sabá.
Então, Menelik fez um acordo de amizade com os italianos, cedendo totalmente a região da Eritreia, pedindo por reconhecimento e fornecimento de armas em troca.
O acordo, infelizmente, tinha um detalhe: a versão em amárico (idioma da Etiópia) colocava à disposição dos etíopes os serviços diplomáticos da Itália, enquanto a versão em italiano obrigava a Etiópia a usar esses serviços, o que acabava tornando o país um vassalo, pouco diferente de uma colônia. 
Assim, cerca de 18 mil soldados italianos saíram para a batalha, esperando encontrar uma população despreparada e fácil de dominar. Engano deles. Na verdade, havia mais de 100 mil etíopes, e 80% com armas modernas, já em posição de ataque.

Isso culminou em um massacre. Horas depois, 7 mil italianos estavam mortos, 1,5 mil feridos e 3 mil capturados. Assim, a guerra acabou na mesma velocidade em que começou, acabando também com a ameaça de colonização naquele país.
Leia mais:
- Norte da África experimentou grande mudança climática há 5 mil anos, revela estudo
- África: berço da humanidade ou não? Veja o que diz a ciência
- A terra submersa que ligava a Grã-Bretanha com a Europa
Libéria
O outro país africano que nunca foi colonizado pelos europeus possui uma história interessante: ele foi fundado em 1824 por escravos libertos dos Estados Unidos.
Hoje em dia, essa ideia parece absurda, uma vez que tanto os ex-escravos quanto os nascidos livres eram cidadãos americanos. Porém, naquela época, havia um pensamento racista e escravista que apoiava essa atitude.
Na visão da organização, levar a população negra para a África seria uma forma de impedir o aumento da criminalidade ou dos casamentos inter-raciais.
Apesar de ser uma sugestão que hoje vemos como terrível, foi bastante aceita nos EUA, e o projeto foi financiado usando a arrecadação de dinheiro em vários estados, recebendo apoio até mesmo do presidente da época, James Monroe. 
Em 1847, mesmo com a conexão próxima do seu país de origem, os liberianos declararam independência, e conseguiram se manter fora dos colonizadores europeus.
Contudo, quando a região da Libéria foi demarcada, não foi levado em consideração os povos que já estavam vivendo na região. Sendo assim, a divisão forçada do território levou a conflitos e guerras civis enfrentadas no século seguinte, que resultaram em um país muito pobre e devastado atualmente.
Fonte: Olhardigital




