Escândalo: grupo ligado à Assembleia de Deus é alvo de denúncias sobre cargos fantasmas e esquema de rachadinha em Maceió

Denúncias recentes expõem um possível esquema de uso político de cargos públicos envolvendo nomes ligados à Igreja Assembleia de Deus em Alagoas. As informações apontam para indicações suspeitas em postos da Prefeitura de Maceió e no gabinete do deputado estadual Mesaque Padilha, com a participação direta de figuras próximas à liderança da instituição religiosa.
Apurações iniciais revelam que cargos comissionados teriam sido ocupados por membros da igreja sem presença efetiva nos locais de trabalho, o que levanta suspeitas de funcionários fantasmas e de um possível esquema de “rachadinha” — prática em que parte do salário é devolvida a quem faz a nomeação.
Entre os nomes citados nas denúncias está Gunnar Nunes, filho do pastor-presidente da Assembleia de Deus, José Orisvaldo Nunes de Lima, apontado como um dos articuladores do grupo. As acusações indicam que a estrutura e a influência da igreja estariam sendo utilizadas para fins políticos e ocupação de cargos estratégicos, fortalecendo alianças e interesses pessoais.


Outro ponto levantado é o padrão de vida de alguns servidores nomeados, considerado incompatível com os salários recebidos. Fiéis também relataram o luxo e ostentação do pastor-presidente e de seu filho, com imóveis e veículos de alto valor.
Com o avanço das denúncias e a repercussão do caso, a Prefeitura de Maceió exonerou mais de 50 servidores comissionados indicados pelo grupo ligado à Assembleia de Deus e ao deputado Mesaque Padilha. A decisão foi vista como uma tentativa de conter o desgaste político e evitar que o caso se torne um escândalo de maiores proporções.
As informações foram inicialmente reveladas por apuração do jornalista Berg Morais, que destacou o uso da estrutura religiosa para fins políticos e alertou para o possível envolvimento de lideranças religiosas em atos de improbidade administrativa.

As circunstâncias apontadas reforçam a necessidade de investigação por parte do Ministério Público Estadual (MPE-AL) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AL), a fim de apurar a legalidade das nomeações e eventuais desvios de recursos públicos.
O Portal TV Alagoas reforça que todos os citados têm direito à ampla defesa e ao contraditório. O espaço segue aberto para manifestações do pastor José Orisvaldo Nunes de Lima, de Gunnar Nunes, do deputado Mesaque Padilha e da Prefeitura de Maceió.
O caso reacende o debate sobre o limite entre fé, poder e política e expõe como a religião, quando usada como instrumento de influência, pode comprometer valores éticos, a transparerência pública e a confiança dos fiéis.
Fonte: Redação Tv Alagoas



