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Em teste para Netanyahu, Israel marca primeiras eleições desde início da guerra em Gaza

Redação12 de julho de 2026
Em teste para Netanyahu, Israel marca primeiras eleições desde início da guerra em Gaza
© Premiê de Israel, Benjamin Netanyahu

O Parlamento de Israel, o Knesset, anunciou neste domingo, 12, que as eleições nacionais foram marcadas para 27 de outubro.

O Parlamento de Israel, o Knesset, anunciou neste domingo, 12, que as eleições nacionais foram marcadas para 27 de outubro. Trata-se da primeira ida às urnas desde o início da guerra em Gaza, em 7 de outubro de 2023, após ataques do grupo palestino radical Hamas. O pleito é avaliado como um julgamento político do governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, criticado por ter ignorado alertas sobre os planos do Hamas, pela maneira como geriu o conflito e pela demora em recuperar os reféns mantidos no enclave.

“Como se espera que o atual Knesset cumpra seu mandato completo e as próximas eleições gerais já estão marcadas por lei para 27 de outubro, sem intenção de encurtar o mandato da legislatura, não há necessidade de promulgar uma Lei de Dissolução do Knesset no sentido usual”, afirmou o legislativo israelense em comunicado.

Netanyahu, de 76 anos, já é o primeiro-ministro com maior tempo à frente do governo, com seis mandatos acumulados. Apesar das críticas generalizadas, incluindo de reféns, ele sinalizou que pretende buscar a reeleição. No mês passado, o premiê adiantou que planeja “estabelecer um amplo governo nacional, não um governo de direita, nem de esquerda que dependa de partidos árabes, mas um amplo governo nacional”.

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Uma investigação do jornal americano The New York Times do ano passado indicou que Netanyahu prolongou a guerra em Gaza como uma forma de continuar no poder. Julgado por acusações de corrupção, ele teria enxergado no conflito uma oportunidade para resistir à crise interna, levando em maior consideração sua permanência no cargo do que o retorno dos reféns. Ele, inclusive, teria cedido à pressão de políticos de extrema direita para não aceitar acordos para o fim da guerra.

Segundo o NYT, “muitos acreditam cada vez mais que Israel poderia ter fechado um acordo anterior para encerrar a guerra, e eles acusam Netanyahu — que exerce autoridade máxima sobre a estratégia militar de Israel — de impedir que esse acordo fosse alcançado”. Para chegar a essas conclusões, o jornal conversou com “mais de 110 autoridades em Israel, nos Estados Unidos e no mundo árabe”, todas elas com contato direto a Netanyahu. Documentos, incluindo planos de guerra e avaliações de Inteligência, também foram analisados.

No momento, o primeiro-ministro enfrenta uma crise de popularidade. Segundo uma pesquisa da emissora israelense Canal 12 divulgada em março deste ano, 70% da população não confia no governo Netanyahu. A situação também é crítica entre eleitores da sua coalização, com apenas 51% afirmando acreditar na atual administração. O futuro, portanto, parece cada vez mais incerto para Netanyahu. Publicidade

Fonte: Veja Abril

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