Eleições 2026: desafios em infraestrutura, economia e cultura são destacados

Brasileiros vão às urnas no próximo domingo (4) - Foto: Bruno Peres/Agência Brasil Os eleitos em outubro vão assumir seus mandatos com desafios que atravessam diferentes áreas do país, entre elas infraestrutura, economia e cultura.
Os eleitos em outubro enfrentarão desafios em infraestrutura, economia e cultura, necessitando decidir sobre prioridades no uso de recursos e políticas públicas. Especialistas da Rádio Câmara alertam que o próximo governo e o novo Congresso terão que lidar com restrições fiscais.
Na infraestrutura, o foco será aumentar investimentos e priorizar projetos estruturantes. Na cultura, garantir recursos e descentralizar políticas. Na economia, estimular o crescimento e reduzir o endividamento das famílias em um cenário de dívida pública elevada.
Infraestrutura
O consultor legislativo Alessandro Reichert destaca que a baixa capacidade de investimento é o principal obstáculo. Ele ressalta a importância de propostas claras para priorizar recursos em obras como ferrovias e hidrovias.

Dados da Associação Brasileira de Infraestrutura indicam que os investimentos em infraestrutura alcançaram cerca de R$ 280 bilhões no ano passado, representando aproximadamente 2% do PIB, enquanto o setor demanda pelo menos o dobro desse valor.
Reichert observa que 80% dos R$ 280 bilhões são de recursos privados, e que o cenário fiscal é complexo, com desafios ambientais e energéticos.
Efeitos da pandemia
Na economia, os eleitos precisarão estimular o crescimento em um contexto de alta dívida pública e custo de vida. A economista Carla Beni, da FGV, acredita que os candidatos devem apresentar um projeto claro para trazer esperança à população endividada.
Ela menciona a necessidade de políticas públicas como aumento real do salário mínimo e reforço do SUS, além de investimentos em infraestrutura e uma discussão madura sobre terras raras.
Cultura
Na cultura, o desafio será ampliar o acesso aos investimentos fora dos grandes centros. O setor movimenta cerca de R$ 400 bilhões por ano e emprega quase 6 milhões de pessoas, segundo o IBGE.
O consultor Renato Gilioli destaca a importância de preservar mecanismos de financiamento que combinem incentivos fiscais e fomento direto, permitindo que estados e municípios mantenham políticas culturais.
Ele também menciona que cada R$ 1 gasto com cultura gera cerca de R$ 1,70 de retorno à economia.
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Fonte: Câmara - Economia




