Chatbots deviam aprender a pedir ajuda, diz executivo da Microsoft

Vik Singh, vice-presidente da Microsoft, afirma que as ferramentas de IA generativas vão economizar tempo e dinheiro significativos para as empresas quando esses modelos puderem aprender a reconhecer e admitir quando não têm a resposta certa.
Vik Singh, vice-presidente da Microsoft, afirma que as ferramentas de IA generativas vão economizar tempo e dinheiro significativos para as empresas quando esses modelos puderem aprender a reconhecer e admitir quando não têm a resposta certa.
“Para ser honesto, o que falta hoje é um modelo que levante as mãos e diga ‘Ei, não tenho certeza, preciso de ajuda'”, comentou Singh à AFP em uma entrevista.
Desde o ano passado, a Microsoft, o Google e outras empresas têm rapidamente adotado tecnologias de IA generativa como o ChatGPT, que geram diversos tipos de conteúdo sob demanda e criam a impressão de onisciência para os usuários. No entanto, apesar dos avanços, esses modelos ainda podem “alucinar” ou fornecer respostas inventadas.

Esse é um desafio significativo que Singh enfrenta com o Copilot: os clientes corporativos não podem se dar ao luxo de ter sistemas de IA que falhem, mesmo que ocasionalmente.
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Singh afirmou que “pessoas realmente inteligentes” estão trabalhando para permitir que os chatbots admitam quando não sabem a resposta e busquem ajuda.
Na visão de Singh, um modelo mais modesto ainda seria valioso. Mesmo que um modelo precise recorrer a um humano em metade dos casos, isso ainda representaria uma economia significativa de “muito dinheiro”.
Como a IA pode economizar mais tempo e dinheiro para as empresas
- Segundo a Microsoft, o Copilot pode realizar pesquisas para vendedores, liberando tempo para contatos diretos com clientes. Por exemplo, a Lumen, uma empresa de telecomunicações, “economiza cerca de US$ 50 milhões por ano” com essa funcionalidade, segundo Singh.
- As equipes de Singh estão trabalhando para integrar o Copilot diretamente ao software da Microsoft e torná-lo mais autônomo.
- Singh sugeriu que, em um cenário ideal, o modelo poderia, por exemplo, lembrar um representante de vendas sobre um acompanhamento ou até mesmo enviar um e-mail automaticamente em nome do representante, se isso for aprovado.

Fonte: Olhardigital




