Céu da semana traz conjunções, “sumiço” de planeta e mudanças de rota

Dezembro começa com uma semana bem agitada para os astros do Sistema Solar.
Dezembro começa com uma semana bem agitada para os astros do Sistema Solar. Logo de cara, a Lua tem dois encontros "calientes": primeiro com o Sol (mais caloroso, impossível), depois com Vênus (nosso vizinho mais quente). Outro destaque é o "desaparecimento" de Mercúrio do céu noturno. Júpiter também tem seu momento de glória, surgindo maior e mais brilhante no firmamento. Encerrando os trabalhos, os planetas Marte e Netuno mudam de "direção".
Ficou confuso? Vamos entender:
- Na segunda-feira (2), a Lua atinge o periélio (ponto de sua órbita mais próximo do Sol);
- Em seguida, na quarta (4), ela faz conjunção com Vênus;
- Mercúrio já está "sumido" do céu noturno há alguns dias, devido à proximidade da conjunção solar inferior, que acontece na quinta-feira (5);
- Na manhã de sexta (6), Júpiter estará no perigeu (ponto mais próximo da Terra), aparecendo maior e mais brilhante no céu;
- À noite, é a vez de Marte entrar em cena, começando o "movimento retrógrado";
- No sábado (7), Netuno faz o contrário, deixando de ficar retrógrado.
Lua "se aproxima" do Sol e de Vênus
Dando início à sua "turnê mensal" de dezembro pelos planetas do Sistema Solar, a Lua vai passar por Vênus na noite de quarta-feira (4), aparecendo bem pertinho dele no céu em um fenômeno conhecido como conjunção astronômica, por volta das 19h40 (pelo horário de Brasília).Antes, no entanto, ela atinge o periélio, que é o ponto de sua órbita mais próximo do Sol. De acordo com o guia de observação astronômica InTheSky.org, isso vai acontecer às 9h28 da manhã de segunda (2), quando a Lua estará a 0,9833 unidades astronômicas (UA) da nossa estrela hospedeira – algo em torno de 147,5 milhões de km. 
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Planeta está desaparecido no céu noturno
Na quinta-feira (5), às 23h15, Mercúrio iniciará uma fase que os astrônomos chamam de "conjunção solar inferior", passando entre a Terra e o Sol e ficando totalmente inobservável por várias semanas enquanto se perde no brilho da nossa estrela (na verdade, alguns dias antes, ele já não é mais visto).
Segundo a plataforma In-The-Sky.org, isso acontece uma vez em cada ciclo sinódico do planeta, que é o período necessário para ele chegar à mesma posição em relação ao Sol, quando observado a partir da Terra – que no caso de Mercúrio é de 116 dias.
Na aproximação máxima com o Sol, Mercúrio vai estar em uma separação de apenas 1°23′ do astro, sumindo de vista por um longo período, enquanto estiver imerso no brilho solar. Essa fase marca o "desaparecimento" do planeta no céu noturno e sua transição para se tornar um objeto matinal nas próximas semanas.
Melhor momento para observar Júpiter
Em geral, a melhor época do ano para se observar um planeta é durante sua oposição, que é quando ele está do lado oposto do Sol em relação à Terra (que fica entre os dois corpos celestes). Isso vai acontecer com Júpiter no sábado (7), algumas horas depois que o gigante gasoso chegar ao ponto mais próximo do nosso planeta.Júpiter atinge o chamado perigeu na sexta-feira (6), às 6h59. Na ocasião, a distância entre ele e a Terra será de 4,09 unidades astronômicas (UA) – o equivalente a mais ou menos 613,5 milhões de km! 
A face visível do planeta estará completamente iluminada pelo Sol, brilhando em uma magnitude de cerca de -2.8 (para efeito de comparação, Vênus brilha, em média, a -5, e a lua cheia a -13).
Marte e Netuno invertem trânsito
Após Marte iniciar o chamado "movimento retrógrado" na noite desta sexta-feira (6), Netuno finalizará o seu no sábado (7).Quando se diz que um planeta entrou em movimento retrógrado, isso significa que ele está começando um processo pelo qual seu trânsito normal para o leste através do céu noturno é interrompido, mudando a trajetória para oeste. Por sua vez, quando a direção habitual é retomada, costuma-se dizer que o planeta terminou o movimento retrógrado (ou saiu dele). 
De acordo com o guia de orientação astronômica In-The-Sky.org, a aparente inversão de direção do Planeta Vermelho começará às 20h32 (pelo horário de Brasília). Ele, então, retoma o sentido normal no dia 23 de fevereiro de 2025. Quase 24 horas mais tarde, Netuno, que ficou retrógrado em 16 de junho, volta a transitar para o leste.
O colunista do Olhar Digital Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON), explica que a impressão de "movimento retrógrado" dos planetas é causada pelo curso da Terra em torno do Sol. 
No decorrer da semana, o Olhar Digital vai publicar matérias exclusivas e mais detalhadas sobre cada um desses eventos. Fique ligado!
Fonte: Olhardigital




