segunda-feira, 07 de setembro de 202615:30:32
Sol
TV Alagoas
PolíticaJustiça Federal suspende mina de lítio em Minas GeraisPolíticaFachin aguarda explicações de ministros sobre crise no STFGeralPúblico acorda cedo para assistir ao desfile de 7 de Setembro em BrasíliaPolíticaHenrique Chicão é investigado pelo Ministério Público Eleitoral por suposta ocultação de patrimônioGeralBLOG GG SAMPAIO | ALAGOAS PRECISA PENSAR ALÉM DO AGORAPolíticaAfD conquista vitória histórica nas eleições estaduais da Saxônia-AnhaltPolíticaAgenda dos presidenciáveis para o feriado de 7 de SetembroInternacionalAcidente com avião de carga em Miami deixa 5 mortosCulturaRádio Nacional lança série especial do programa No Mundo da BolaEconomiaSenado aprova MP que zera imposto sobre compras internacionais até 50 dólaresGeralMega-Sena acumula e prêmio chega a R$ 48 milhões; veja os númerosGeralIBGE lança mapas-múndi inéditos a partir de amanhã, 7 de setembro

Caramujos africanos são vetores de diversas doenças, alerta bióloga da Sesau

Redação04 de maio de 2026

Bruna Mesquita ressalta que o período chuvoso favorece a reprodução deste molusco terrestre

Originário do Leste da África e introduzido no Brasil, o caramujo africano é motivo de preocupação para as autoridades de saúde pública. Isso porque, conforme a bióloga da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Bruna Mesquita, além de causar impactos ambientais e econômicos, esse molusco terrestre transmite doenças como a meningite eosinofílica e a angiostrongilíase abdominal.

Reconhecido como uma das piores espécies invasoras em todo o mundo, o caramujo africano está presente em pelo menos 23 estados brasileiros, incluindo Alagoas. Ele é encontrado facilmente nos municípios com clima quente e úmido, principalmente nos quintais, hortas e jardins, além dos terrenos baldios.

Bruna Mesquita explica que o caramujo africano, cujo nome científico é Achatina fulica, não possui predadores naturais no Brasil e, por isso, toda a atenção deve ser redobrada. “A limpeza e o manejo correto dos quintais, jardins e terrenos baldios representam a melhor forma de evitar a infestação deste molusco terrestre", orienta.

Publicidade
Cesmac

Remoção

Quanto à remoção do local onde ele for encontrado, a bióloga da Sesau explica que este processo pode ser feito de forma manual, desde que sejam observadas as medidas de segurança adequadas. De acordo com ela, é necessário usar Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), para afastar o risco de contrair alguma doença transmitida por ele.

“As pessoas devem usar botas e luvas de borracha e colocar os caramujos africanos em um recipiente, a exemplo de um balde. Na sequência, deve ser jogada água sanitária e o recipiente deve ser fechado, deixando os moluscos por um período de 24 horas. Após esse período, eles devem ser descartados em via seca e o líquido do balde descartado pelo sistema de esgoto”, explica Bruna Mesquita.

Contato

Em caso de contato com o caramujo africano, a bióloga da Sesau recomenda observar o aparecimento de sintomas como febre e mal-estar. "Caso estes sintomas surjam após contato com esse molusco, o recomendado pelas autoridades de saúde pública é procurar a unidade de saúde mais próxima”, salienta Bruna Mesquita.

A bióloga da Sesau destaca, entretanto, que crianças, idosos e imunosuprimidos são mais vulneráveis ao desenvolvimento de quadros graves das doenças provocadas pelo caramujo africano.

“Os moradores de residências com crianças, idosos e pessoas com problemas no sistema imunológico devem ficar particularmente atentos à presença destes animais e procurar atendimento médico com rapidez para garantir um diagnóstico precoce e maiores chances de sucesso no tratamento e recuperação”, recomenda Bruna Mesquita.

Fonte: Secom Alagoas

Continue Lendo