BR-104, que liga Maceió a Pernambuco e Paraíba, entra em plano de concessão

Trecho de 494 quilômetros integra pacote anunciado pelo BNDES e Ministério
A BR-104, uma das principais ligações rodoviárias entre Alagoas, Pernambuco e Paraíba, está entre as rodovias federais incluídas em um novo pacote de concessões à iniciativa privada. O trecho de 494,1 quilômetros, que começa na divisa da Paraíba com o Rio Grande do Norte e termina em Maceió, faz parte de um projeto anunciado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e pelo Ministério dos Transportes.
As informações foram divulgadas pelo jornalista Paulo Goethe, do portal Movimento Econômico, em reportagem publicada neste domingo, 18. Segundo a publicação, o contrato assinado na última quarta-feira, 14, prevê a estruturação de concessões para 3.137 quilômetros de rodovias federais, dos quais 1.835,4 quilômetros estão distribuídos por seis estados do Nordeste.
No caso de Alagoas, a inclusão da BR-104 poderá representar mudanças na administração da rodovia, responsável por conectar Maceió a importantes municípios do interior de Pernambuco e da Paraíba. O percurso passa por Caruaru, um dos principais polos comerciais e de confecções do Nordeste, e por Campina Grande, na Paraíba.

Apesar do anúncio, a concessão ainda não está definida. O BNDES ficará responsável pela elaboração dos estudos técnicos e pela estruturação do modelo de negócio, etapas necessárias para a futura licitação. A previsão é que os projetos sejam concluídos até o final de 2030. Além da BR-104, o pacote contempla trechos das rodovias BR-116, BR-010, BR-226 e BR-153, abrangendo também os estados do Ceará, Maranhão, Piauí, Pernambuco e Paraíba, além de Pará e Tocantins.
A proposta prevê mecanismos para reduzir os custos dos pedágios e ampliar a infraestrutura tecnológica das rodovias, incluindo a possibilidade de implantação de internet 5G ao longo dos trechos concedidos. De acordo com o Ministério dos Transportes, as futuras concessionárias deverão assumir serviços de operação, conservação, manutenção e atendimento aos usuários. Intervenções de maior porte, como duplicações, poderão ser previstas nos contratos, conforme os resultados dos estudos técnicos.
Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, os estudos priorizam regiões com crescimento econômico e necessidade de investimentos em infraestrutura. Já o ministro dos Transportes, George Santoro, destacou a adoção de medidas de sustentabilidade e soluções tecnológicas nas futuras concessões.
Fonte: Redação com assessoria




