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Alvo de ataque que matou jogador no Pontal nem estava no local do crime, diz delegada

Redação13 de agosto de 2026
Alvo de ataque que matou jogador no Pontal nem estava no local do crime, diz delegada
© Reprodução

Polícia Civil deflagrou operação após identificar dois suspeitos, mas ainda não conseguiu prendê-los

A operação da Polícia Civil realizada nesta quinta-feira (13), em Coqueiro Seco, tentou localizar dois suspeitos já identificados pela morte do jogador Micael Leandro da Silva, de 15 anos. Durante entrevista à imprensa, a delegada Tacyane Ribeiro, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), afirmou que o adolescente não era o alvo do ataque e que a pessoa que seria atingida sequer estava no local do crime.

“O Micael não era o alvo, né, ele foi atingido de forma acidental”, afirmou a delegada. Segundo Tacyane, o alvo supostamente seria outra pessoa, que sequer participava da partida de futebol.

Micael foi baleado no dia 1º de agosto, durante uma partida de futebol em um campo localizado na entrada do Pontal da Barra, em Maceió. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu aos ferimentos.

Os suspeitos identificados pela Polícia Civil são um adolescente e um homem maior de idade. Segundo Tacyane, os dois são da região de Coqueiro Seco.

A delegada informou que o adolescente já havia sido apreendido por ato infracional análogo aos crimes de furto e dano e foi liberado de uma unidade de internação em dezembro do ano passado. O suspeito maior de idade, conforme a polícia, não possui passagem pela polícia até o momento.

Durante a operação desta quinta-feira, equipes da DHPP, da Oplit e do Tigre realizaram buscas em Coqueiro Seco, mas os dois suspeitos não foram encontrados.

Segundo Tacyane, os investigados já deixaram os endereços onde moravam. A polícia possui mandados de prisão contra os dois e continua as buscas para localizá-los.

Testemunhas são ouvidas

Durante as diligências, duas pessoas foram conduzidas à DHPP. Conforme a delegada, elas são testemunhas e foram levadas à unidade para prestar depoimento, com o objetivo de acrescentar informações ao inquérito policial.

Familiares e outras testemunhas também estão sendo ouvidos. A investigação está sob responsabilidade do delegado Gilson Rêgo.

Moto não foi localizada

A Polícia Civil também procurou a motocicleta relacionada ao crime, que estava em posse dos suspeitos, mas o veículo não foi encontrado durante as buscas.

Segundo Tacyane, a moto havia sido roubada cerca de 15 dias antes do homicídio, na cidade de Marechal Deodoro, e possui restrição por furto e roubo.

Polícia não descarta outros envolvidos

Questionada sobre a possibilidade de participação de outras pessoas no crime, Tacyane afirmou que, até o momento, as imagens divulgadas pela Polícia Civil apontam para duas pessoas envolvidas.

Ela ressaltou, porém, que as investigações continuam e que a possibilidade de outros envolvidos não está descartada.

A delegada também destacou a importância da colaboração da população. Segundo ela, uma denúncia anônima foi primordial para a elucidação do caso e para a obtenção dos mandados de prisão junto ao Poder Judiciário.

Fonte: Gazetaweb

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