Alibaba processa os EUA após acusação de vínculo militar com a China

A gigante chinesa do comércio eletrônico Alibaba acionou a Justiça dos Estados Unidos contra o governo norte-americano após ser incluída em uma relação oficial do Departamento de Defesa que associa empresas da China a vínculos com o setor militar.
A gigante chinesa do comércio eletrônico Alibaba acionou a Justiça dos Estados Unidos contra o governo norte-americano após ser incluída em uma relação oficial do Departamento de Defesa que associa empresas da China a vínculos com o setor militar. O processo foi aberto em um tribunal federal de San Jose, na Califórnia, nesta terça-feira (23).
Segundo autoridades norte-americanas, a atualização da lista ocorreu em 8 de junho e elevou para 188 o número de companhias classificadas sob suspeita de ligação com o complexo militar chinês. A medida integra uma legislação que restringe contratos públicos com essas empresas.
A Alibaba nega qualquer relação com atividades militares e afirma que a decisão gera prejuízos imediatos à sua reputação e aos seus negócios internacionais, especialmente no relacionamento com empresas dos Estados Unidos.
Decisão dos EUA e reação internacional

A inclusão na lista não equivale a sanções formais, mas impede que o governo norte-americano firme contratos diretos com essas companhias a partir de junho de 2026. A partir de 2027, a restrição deve se ampliar para compras indiretas por meio de terceiros.
Além da Alibaba, outras empresas chinesas também foram incluídas na atualização, entre elas Baidu, BYD, NIO e WuXi AppTec, dentre outras. Algumas dessas companhias já iniciaram ações judiciais semelhantes contestando a decisão, segundo informações divulgadas por agências de notícias. 
O governo chinês, por meio de sua representação diplomática nos Estados Unidos, criticou a criação de listas que considera discriminatórias e afirmou que as empresas afetadas cumprem a legislação local, defendendo um ambiente mais equilibrado para atuação internacional.
Fonte: Olhardigital




