Alerta da OMS prevê cenário alarmante para os casos de câncer nas próximas décadas

A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um alerta nesta quarta-feira, 8, sobre o avanço dos diagnósticos de câncer, que podem dobrar até 2050.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um alerta nesta quarta-feira, 8, sobre o avanço dos diagnósticos de câncer, que podem dobrar até 2050. Caso esse cenário seja confirmado, a doença deve se transformar em um dos maiores desafios globais para a saúde, alcançando um número anual de quase 35 milhões de casos.
O relatório da agência da ONU destaca que a enfermidade permanece como a segunda maior causa de mortes no planeta, atrás apenas das complicações cardiovasculares. A desigualdade socioeconômica está no centro das preocupações, pois representa um obstáculo para o pleno acesso aos tratamentos necessários e, por consequência, a maiores chances de sobrevivência.
O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, sinaliza que "o câncer é uma doença profundamente pessoal que afeta praticamente a todos. Mas a sobrevivência de uma pessoa nunca deveria depender do local onde nasceu ou de quanto ganha". O documento, elaborado pela entidade em conjunto com a Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer (IARC), aponta que as disparidades sociais e econômicas são resultado de escolhas, ou seja, elas podem ser contornadas desde que um plano de ação coordenado seja implementado.

Diante deste contexto desafiador, a entidade defende a urgência nas ações, com adoção de uma "abordagem centrada nas pessoas". A estratégia permitiria a priorização de fatores de risco evitáveis, como o tabagismo e a obesidade, além de integrar o cuidado oncológico aos sistemas de saúde universais.
O levantamento indica que, entre os tipos da doença, o tumor de pulmão é o mais fatal, mesmo com a queda de 27% no consumo de tabaco desde 2010. Entre o público feminino, o câncer de mama apresenta taxas díspares de sobrevivência quando países de alta e baixa renda são comparados. Já entre os homens, o de próstata está entre os mais frequentes.
O documento traz também uma mudança de perfil da enfermidade, relacionando o crescimento de casos a fatores como a já citada obesidade, ao sedentarismo, a hábitos alimentares de baixa qualidade e à poluição do ar. A OMS lembra que as escolhas realizadas hoje vão refletir na carga de câncer que será enfrentada pelas gerações futuras. Publicidade
Fonte: Veja Abril




