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1 em cada 5 adultos toma decisões sobre saúde com base no que vê nas redes sociais

Redação04 de julho de 2026
1 em cada 5 adultos toma decisões sobre saúde com base no que vê nas redes sociais

Um estudo publicado nesta semana no Journal of the American Medical Association (JAMA) afirma que mais de 1 em cada 5 usuários ainda relata tomar decisões relacionadas à saúde com base no que vê nas redes sociais.

Um estudo publicado nesta semana no Journal of the American Medical Association (JAMA) afirma que mais de 1 em cada 5 usuários ainda relata tomar decisões relacionadas à saúde com base no que vê nas redes sociais. A pesquisa, nomeada “Uso das redes sociais para obtenção de informações sobre saúde entre adultos nos EUA”, entrevistou mais de 7 mil adultos para entender como as pessoas usam as redes sociais para obter informações sobre saúde nos Estados Unidos.

Quase 80% dos usuários acreditam que as informações de saúde nas redes sociais são falsas ou enganosas. Apesar dessa desconfiança generalizada, os dados apontam que a tendência é mais acentuada entre adultos com mais de 65 anos e latinos. A interação com a saúde não se limitou ao consumo de conteúdo — cerca de 85% dos usuários disseram ter publicado ou compartilhado informações pessoais e gerais sobre saúde nas redes sociais.

Embora alguns criadores de conteúdo sejam realmente qualificados, outros simplesmente soam convincentes o suficiente para se passarem por especialistas. Com o conteúdo gerado por inteligência artificial inundando os feeds, evitar esses conselhos está se tornando cada vez mais difícil. Diferentemente dos canais de saúde tradicionais, essas plataformas geralmente carecem de uma revisão editorial rigorosa, o que facilita a disseminação de informações incorretas.

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Economia dos ‘influencers’

A economia dos influenciadores está em plena expansão, movimentando bilhões, e o conteúdo sobre saúde está emergindo como um segmento de rápido crescimento. Só o espaço das redes sociais voltado para a saúde está avaliado em cerca de US$ 1,27 bilhão em 2026, com projeções de que chegará a quase US$ 3,8 bilhões em 2035, diz a pesquisa.

O estudo argumenta que não existe uma fiscalização consistente do conteúdo das redes sociais por nenhum órgão regulador, portanto, informações enganosas se espalham rapidamente. Os pesquisadores ainda afirmam que conselhos de saúde tendenciosos, muitas vezes influenciados por conflitos de interesse ocultos, podem ser compartilhados como conselhos genuínos pelos seguidores.

Fonte: Info Money

Tags:
SaúdeRedes sociais

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