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Nova alta da Covid em Manaus foi 'situação desconhecida', afirma ministro Pazuello

Por Redação em 26/01/2021 às 15:17:37
Reprodução

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O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou nesta terça-feira, em Manaus, que o governo deve remover 1,5 mil pacientes com Covid-19 do Amazonas para outros estados para receber tratamento médico. O número é seis vezes maior do que o objetivo inicial, que era transferir 235 pessoas.

Ao lado do governador do Amazonas Wilson Lima, ele fez um pronunciamento durante a inauguração do hospital de campanha, que vai funcionar no complexo Nilton Lins. Desde que chegou a Manaus, na noite de sábado (23), o ministro não tinha cumprido nenhuma agenda pública e, após o evento desta terça, foi embora sem responder perguntas dos jornalistas. De acordo com o Ministério da Saúde, ele ficará no estado do Amazonas pelo "tempo que for necessário".

Em seu pronunciamento, o ministro citou que já foram realizadas 300 transferências, mas de acordo com a Secretaria de Saúde do Amazonas foram transferidos no total, até a manhã desta terça, 277 pacientes.

"Partimos pela remoção inicialmente para hospitais federais e agora para hospitais do SUS, de estados que estão se oferecendo para receber os amazonenses que precisam ser tratados. Já tiramos 300 pessoas em aviões da Força Aérea e nosso objetivo é chegar a em torno de 1,5 mil pessoas removidas."

Nesta terça, ele reforçou que que a necessidade de fazer as remoções de Manaus ocorreu pela quantidade de pessoas buscando atendimento médico e pela incapacidade do governo atender a todos.

Pazuello está sendo investigado Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta omissão durante a crise na saúde do Amazonas. Segundo a Procuradoria Geral da República, desde o dia 6 de janeiro, havia a recomendação de transferência dos pacientes graves para outros estados, mas os primeiros deslocamentos só começaram dez dias depois. "Até o dia 16/1/2021, somente 32 pacientes haviam sido removidos, ou seja, menos de 10% da capacidade disponibilizada."

Outras questões abordadas pela Procuradoria Geral da República no pedido de investigação incluem a demora em agir, a entrega de medicamentos sem comprovação científica para combater a doença, entre outros. Veja os pontos citados pela PGR no pedido de investigação de Pazuello.

'Situação desconhecida'

Segundo o ministro, a nova variante encontrada em Manaus pode ter agravado a situação no estado - apesar de cientistas afirmarem que essa nova variante carrega mutações que já foram associadas à maior transmissão, mas ainda não é possível afirmar se ela é mais transmissível ou não. Veja aqui o que se sabe sobre a nova variante encontrada no Amazonas.

"Tivemos um salto da contaminação no começo de janeiro, triplicando o número de contaminados. Isso foi uma situação completamente desconhecida para todo mundo, foi muito rápido. E isso daí, essa cepa que está sendo estudada em Manaus, estamos observando que é uma cepa diferente e essa cepa esta sendo estudada em Oxford. Mandamos todo o material coletado para Inglaterra para que a gente tenha uma posição exata sobre o grau de contaminação e de agressividade dessa nova cepa", disse Pazuello.

Vacinas

No pronunciamento desta terça-feira, o ministro afirmou que Amazonas já recebeu 452 mil doses de vacina, sendo 100 mil doses de vacinas extras. No entanto, somados todos os carregamentos, o estado recebeu pouco mais de 459 mil doses.

"Proporcionalmente o Amazonas é o estado que mais recebeu doses. Em proporção. Com essas doses, o objetivo é que 100% dos indígenas aldeados sejam vacinados, 87% dos profissionais de saúde e dos trabalhadores de saúde também sejam vacinados, 100% dos idosos, em instituições de longa permanência. E nós fizemos um fundo de 5% em comum acordo com os governadores de todas as vacinas que chegam ao Brasil, para atender as áreas mais impactadas", afirmou.

Hospital de campanha

O complexo hospitalar Nilton Lins possui toda a estrutura hospitalar e será usado como hospital de campanha pelo estado. De acordo com o ministro, serão 152 leitos, sendo 30 já disponíveis nesta terça-feira. Pazuello afirmou que 81 leitos tem concentradores de oxigênio.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, o fluxo de atendimento na unidade será de portas fechadas, semelhante ao adotado em 2020: pacientes que dão entrada na rede de urgência e emergência serão reencaminhados para o hospital, não há atendimento direto.

"Nós estamos vendo de uma maneira muito clara, como deve ser, a partir de já e no futuro, a nossa situação hospitalar na Amazônia. Precisamos trabalhar com usinas geradoras de oxigênio individualizadas nos hospitais, concentradores de oxigênio e deixar o oxigênio de grande porte, esse comprado da White Martins, como backup", afirmou.

Ministro Pazuello esteve no hospital nesta terça-feira (26) — Foto: Matheus Castro/G1

Ministro Pazuello esteve no hospital nesta terça-feira (26) — Foto: Matheus Castro/G1

Hospital Nilton Lins, em Manaus — Foto: Matheus Castro/G1

Hospital Nilton Lins, em Manaus — Foto: Matheus Castro/G1


*G1

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