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Secretaria de Saúde de Alagoas alerta para medicamentos contraindicados em caso de dengue

Redação22 de fevereiro de 2024392 visualizações
Secretaria de Saúde de Alagoas alerta para medicamentos contraindicados em caso de dengue
© Reprodução

A Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau) orienta a população alagoana sobre os medicamentos que são contraindicados para quem foi diagnosticado com dengue ou que esteja com suspeitas de infecção pela doença. Especialistas não recomendam usar anti-inflamatórios, corticoides e antibióticos, pois os sintomas podem ser agravados. Além disso, vale alertar que a automedicação pode piorar o quadro viral do paciente e prejudicar o tratamento adequado.

Em propagandas de remédios que podem ser comprados sem prescrição médica, é comum a presença da seguinte frase: esse medicamento é contraindicado em casos de suspeita de dengue. O alerta é justamente para que a população não faça o uso de determinadas substâncias, que podem aumentar a gravidade do quadro de saúde de uma pessoa infectada ou com suspeitas da doença.

O chefe de Gabinete de Combate às Doenças Infectocontagiosas da Sesau, médico infectologista Renee Oliveira, explicou que os antibióticos costumam ser a primeira procura das pessoas sem o devido conhecimento. Contudo, essas substâncias não são recomendadas para esses casos. “Os brasileiros possuem uma preferência pelo uso de antibióticos para quadros de infecção de uma forma geral, mas a dengue é uma doença viral. Portanto, não faz sentido usar esse tipo de medicamento e qualquer antibiótico é contraindicado nessas situações”, disse o profissional.

O infectologista ainda destacou que os anti-inflamatórios conhecidos popularmente como AAS ou aspirina também não devem ser usados, pois diminuem a função das plaquetas e podem dificultar a correta coagulação do sangue. “De maneira geral, os anti-inflamatórios ainda podem causar irritação na mucosa gástrica, no estômago, podendo levar a sangramentos nessa região e, consequentemente, a piora do quadro do paciente”, destacou o especialista.

Renee Oliveira também chamou a atenção para os corticoides, que não devem ser usados na fase inicial de doenças virais. “Esse tipo de medicamento pode reduzir e atrapalhar a resposta imune. E após uma infecção, o corpo precisa tentar reagir e combater aquele problema. Por isso, os corticoides também não devem ser levados em consideração nessas situações”, pontuou o infectologista.

Entre os medicamentos que não podem ser ingeridos em casos de diagnóstico ou de suspeita de dengue estão o Ibuprofeno, Naproxeno, Varfarina, Cetoprofeno, Indometacina, Dexametasona, Diclofenaco e Prednisolona. Vale destacar que não há um medicamento específico para o tratamento da dengue, mas os remédios citados anteriormente não devem ser usados por quem foi comprovadamente infectado ou está com sintomas da doença.

O secretário de Estado da Saúde, médico Gustavo Pontes de Miranda, frisou a importância de se divulgar informações de fontes confiáveis para que vidas sejam salvas. “Temos que ter cuidado. É sempre bom pesquisar e buscar mais informações. Além disso, a automedicação é um caminho muito perigoso. O Estado oferece atendimento 24 horas em várias unidades hospitalares para todos os alagoanos. Também precisamos adotar as medidas de prevenção para evitar a proliferação dos mosquitos”, afirmou o gestor da pasta. O QUE TOMAR

Por outro lado, Renee Oliveira recomenda recorrer aos analgésicos, como o paracetamol (para dor), e antitérmicos, como a dipirona (para febre) ao perceber os sintomas, pois diminuem as dores e o mal-estar provocados pela doença. Outro ponto destacado é que o paciente precisa ter repouso e focar na hidratação. Portanto, o ideal é ingerir bastante água, soro caseiro e água de coco. Além disso, um médico deve ser procurado imediatamente caso os sintomas continuem.

É importante lembrar que os principais sintomas da dengue são: febre alta, dor de cabeça, nos ossos e articulações, dor atrás dos olhos, manchas pelo corpo, náusea, tontura e cansaço. Ainda podem ocorrer vômitos, dificuldade de respirar, hemorragia, dor abdominal intensa, confusão mental e até perda da consciência em casos mais graves da infecção.

Fonte: Secom Alagoas

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