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Você também acha a IA estranhamente parecida com humanos? Estudo explica motivo para isso

Redação26 de abril de 2024
Você também acha a IA estranhamente parecida com humanos? Estudo explica motivo para isso

Todos sabemos que os chatbots de inteligência artificial não passam de máquinas treinadas para fazer seu trabalho: simular uma conversa humana.

Todos sabemos que os chatbots de inteligência artificial não passam de máquinas treinadas para fazer seu trabalho: simular uma conversa humana. No entanto, ao manter um diálogo com as ferramentas, esse conhecimento pode se confundir e fazer o usuário acreditar que realmente está conversando com alguém por trás da tela. Quem nunca falou "por favor" e "obrigada" aos chatbots de IA?

Essa associação da tecnologia com uma pessoa real pode levar usuários a atribuir sentimentos e pensamentos humanos a estes sistemas, o que leva a uma relação entre eles. Também, pode levá-los a estranhar a relação construída com a tecnologia (afinal, não passa de uma tecnologia). Um pesquisador estadunidense ficou intrigado com isso e resolveu estudar porque essa associação acontece.

Leia mais:

Pesquisas anteriores sobre a relação com a IA

O artigo em questão foi publicado recentemente na revista Computers in Human Behavior: Artificial Humans, conduzido pelo professor da Escola Luddy de Informática, Computação e Engenharia em Indiana Karl F. MacDorman.

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Porém, ele se baseia em um estudo anterior que já havia analisado uma teoria conhecida como "percepção da mente". Essa hipótese propõem que as pessoas se sentem estranhas quando expostas a robôs que se assemelham muito a humanos porque atribuem consciência a essas tecnologias.

A pesquisa anterior da qual ele se refere foi publicada em 2012 por dois pesquisadores da Universidade de Harvard e da Universidade da Carolina do Norte. Ela estudou o que chamou de "vale misterioso", termo para descrever a natureza enervante dos robôs com qualidades semelhantes às humanas.

(Imagem: Pedro Spadoni via DALL-E/Olhar Digital)

Pesquisa atual

Porém, MacDorman estava cético se a explicação para a "percepção da mente" realmente tinha a ver com o conceito de "vale misterioso". Ou seja, se a relação entre a visão dos humanos sobre os robôs (atribuindo, por exemplo, empatia a eles) realmente tinha a ver com as características humanas deles.

Para testar novamente essa relação, o pesquisador criou novos tipos de experimentos. Um deles era separar grupos de participantes que não acham que as máquinas têm consciência de outro grupo que pensa o contrário.

Ele explicou ao TechXplore o objetivo disso:

Este experimento nos permite comparar o quão assustadores são os mesmos robôs quando são vistos por um grupo de pessoas que lhes atribui mais consciência e por um grupo que lhes atribui menos. Se Gray e Wegner (2012) [os pesquisadores anteriores] estivessem corretos, o grupo que atribui mais consciência também deveria achar os robôs mais misteriosos, mas os resultados mostram o contrário. Karl F. MacDorman
inteligência artificial
Imagem: Deemerwha studio/Shutterstock

Conclusões sobre a percepção da consciência da IA

  • O estudo focou especificamente na percepção de que a relação com robôs parecidos com humanos é "estranha", no sentido de um nervosismo em tê-la.
  • O que o pesquisador descobriu com os experimentos é que os indivíduos que atribuem consciência à IA não consideram a sua relação com eles (ou os próprios robôs) mais estranhos por conta da semelhança humana;
  • MacDorman propõem que as descobertas da vez indicam que, ao invés de estar ligado à "percepção da mente", o "vale misterioso" tem a ver com estímulos automáticos associados à relação com a tecnologia;
  • Ao final, ele explica que tudo isso tem a ver com o estudo de como a relação dos humanos com as IAs mais avançadas estão se desenvolvendo, e como isso pode apoiar a criação de novas tecnologias no futuro.

Tags:
Prointeligência artificialChatbots

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