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Vaso comprado em brechó é relíquia maia de dois mil anos

Redação21 de junho de 2024
Vaso comprado em brechó é relíquia maia de dois mil anos

Você costuma comprar roupas e objetos usados em brechós? A norte-americana Anna Lee Dozier é uma dessas pessoas que adoram garimpar em lojas de antiguidades.

Você costuma comprar roupas e objetos usados em brechós? A norte-americana Anna Lee Dozier é uma dessas pessoas que adoram garimpar em lojas de antiguidades. Em 2019, durante uma visita a uma loja de segunda mão em Maryland, nos EUA, ela encontrou um vaso à venda por apenas US$3,99, o que hoje equivale a pouco mais de R$20.

"Vi o vaso e presumi que era uma reprodução turística", contou Anna ao jornal The Independent. "Parecia antigo, mas imaginei que fosse uma reprodução de 20 ou 30 anos".

Anna Lee Dozier comprou este vaso em um brechó a cerca de 10 minutos de sua casa em Washington, DC. O objeto revelou-se um autêntico artefato maia produzido entre os anos 200 e 800. Crédito: Anna Lee Dozier
Na verdade, era muito mais do que isso. O vaso tem cerca de dois mil anos de idade, o que o torna um achado de valor inestimável. Anna manteve o objeto em sua casa por cinco anos, sem pensar muito sobre ele, até que, em uma viagem ao Museu de Antropologia do México, em janeiro, ela viu vasos semelhantes. Curiosa, perguntou à equipe do museu o que deveria fazer se tivesse um artefato potencialmente valioso.
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O pessoal do museu sugeriu que ela entrasse em contato com a embaixada dos EUA. "Voltei para casa sem acreditar que poderia ser algo significativo e não queria incomodar a embaixada, então procurei alguns professores especialistas em história maia ou mexicana no Google", relatou. Como ninguém respondeu, ela resolveu acionar a embaixada, que pediu para enviar fotos detalhadas do vaso.

Leia mais:

Urna cerimonial da civilização maia vendida a R$20

Um mês depois, ela descobriu que o vaso era, na verdade, uma urna cerimonial da civilização maia, produzida entre os anos 200 e 800.

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Com essa confirmação, Anna foi contatada pelo Instituto Cultural do México, onde, na segunda-feira (17), uma cerimônia foi realizada para a devolução do vaso. O artefato seguirá agora para o Museu de Antropologia do México para uma análise mais detalhada.

Anna, que trabalha como defensora dos direitos humanos para comunidades indígenas no México, expressou sua satisfação em ajudar a devolver o vaso ao seu lugar de origem. "Os direitos humanos se estendem à cultura e à história", disse ela durante o evento.

Anna não é a primeira pessoa a se deparar acidentalmente com um artefato antigo valioso. Em 2017, um especialista em mármore italiano descobriu que um mosaico romano de dois mil anos estava sendo usado como tampo de uma mesa de centro em um apartamento de Manhattan por 50 anos.

Os donos do apartamento, que adquiriram a mesa de uma família nobre italiana na década de 1960, não faziam ideia de sua importância. O mosaico foi então devolvido ao governo italiano.

Histórias como essas destacam a importância de reconhecer e preservar a história e a cultura, lembrando-nos que às vezes, grandes tesouros podem estar escondidos em lugares inesperados.

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