Sonda da NASA que perdeu contato com a Terra detectou hidrogênio no 3I/ATLAS

Conforme noticiado pelo Olhar Digital, a sonda MAVEN, que orbita Marte há mais de 11 anos, deixou de responder aos comandos da NASA no último sábado(6), após passar pela região em que o planeta bloqueia naturalmente o sinal com a Terra.
Conforme noticiado pelo Olhar Digital, a sonda MAVEN, que orbita Marte há mais de 11 anos, deixou de responder aos comandos da NASA no último sábado(6), após passar pela região em que o planeta bloqueia naturalmente o sinal com a Terra. O contato com a espaçonave deveria ter sido restabelecido assim que terminasse a ocultação, mas isso não aconteceu.
De acordo com a agência, o episódio é tratado como uma anomalia inesperada, já que os dados finais recebidos antes da perda de comunicação indicavam operação normal, sem falhas aparentes de energia, orientação ou sistemas internos.
Desde então, engenheiros da missão e da Deep Space Network, a rede de comunicação da NASA com o espaço profundo, analisam minuciosamente a telemetria disponível e executam novas tentativas de escuta. A investigação busca entender por que a MAVEN não voltou a transmitir nem sinais fracos de rádio, mesmo sendo um dos orbitadores mais estáveis e experientes em atividade ao redor de Marte.

A perda temporária de contato preocupa não apenas pela ciência conduzida pela MAVEN mas também por seu papel como retransmissora de dados para os rovers na superfície. Embora outras sondas possam assumir parte dessa função, a agência trabalha para recuperar a comunicação o quanto antes. Até o momento, porém, não há confirmação de que o sinal tenha sido restabelecido ou de que a missão esteja comprometida permanentemente.
Sonda MAVEN desviou o olhar para o cometa 3I/ATLAS
Lançada em novembro de 2013, a sonda entrou na órbita marciana em setembro do ano seguinte. Sigla em inglês para "Evolução da Atmosfera e dos Voláteis de Marte", a missão MAVEN busca entender como a atmosfera marciana se transformou ao longo do tempo e por que grande parte dela escapou para o espaço.No entanto, além de sua importância científica para estudar Marte, a MAVEN também ganhou destaque por ter sido uma das espaçonaves escolhidas pela NASA para redirecionar temporariamente seus instrumentos para outro alvo: o cometa interestelar 3I/ATLAS. 
A combinação desses dados ajuda os cientistas a determinar que moléculas estão presentes na nuvem de gases do cometa e como elas se distribuem ao redor do núcleo. Segundo a NASA, para pesquisadores que estudam objetos interestelares, cada medição é valiosa, já que cometas vindos de fora do Sistema Solar são extremamente raros e oferecem uma oportunidade única de comparar sua composição com a dos cometas que se formaram aqui.
Essas observações também permitiram estimar a proporção entre hidrogênio comum e deutério, uma pista importante para entender a origem do 3I/ATLAS e o ambiente químico do qual ele se formou. Quando o cometa passou mais perto de Marte, canais ainda mais sensíveis do IUVS foram usados para mapear espécies como hidroxila e outros átomos presentes na coma, ampliando o alcance científico da campanha. 
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Perda da espaçonave traz enorme prejuízo científico
Para os pesquisadores, o conjunto de dados representa uma chance inédita de examinar um visitante interestelar sob outra perspectiva. Cada medida registrada pela MAVEN ajuda a reconstruir a trajetória e a natureza do cometa, além de abrir novas possibilidades para entender como esses objetos se formam e circulam entre as estrelas.A possível perda definitiva da MAVEN preocupa cientistas, pois além de estudar a atmosfera marciana e apoiar outras missões, a sonda mostrou capacidade rara ao analisar um objeto interestelar. Sem ela, dados essenciais seriam interrompidos, criando uma lacuna importante na pesquisa planetária atual e global.
Fonte: Olhardigital




