segunda-feira, 07 de setembro de 202619:43:56
Sol
TV Alagoas
InternacionalNepal busca 100 trabalhadores presos após enchentes devastadorasCulturaExposição 'Amazônicas' no CCBB RJ destaca arte de mulheres da AmazôniaGeralAmbulantes buscam sustento durante o Desfile de 7 de Setembro em BrasíliaGeralDesfile cívico-militar do Dia da Independência ocorre em BrasíliaCulturaRádio Nacional comemora 90 anos com programação especial de memóriasGeralPrescrição de produtos veterinários sujeitos a controle especial é tema de palestra para médicos-veterinários e estudantes da área em ArapiracaPolíticaPresidente do TRE/AL visita Zonas Eleitorais no sertão e em ArapiracaPolíticaJustiça Federal suspende mina de lítio em Minas GeraisPolíticaFachin aguarda explicações de ministros sobre crise no STFGeralPúblico acorda cedo para assistir ao desfile de 7 de Setembro em BrasíliaPolíticaHenrique Chicão é investigado pelo Ministério Público Eleitoral por suposta ocultação de patrimônioGeralBLOG GG SAMPAIO | ALAGOAS PRECISA PENSAR ALÉM DO AGORA

‘Sobre esta conta’: recurso expõe trolls, erra localização e gera caos no X/Twitter

Redação24 de novembro de 2025
‘Sobre esta conta’: recurso expõe trolls, erra localização e gera caos no X/Twitter

O X/Twitter começou a exibir dados de origem e histórico de contas com o recurso "Sobre esta conta" no fim de semana.

O X/Twitter começou a exibir dados de origem e histórico de contas com o recurso "Sobre esta conta" no fim de semana. E o impacto foi instantâneo e caótico. Caçadores de trolls, jornalistas e "detetives online" usaram o recurso para mapear supostas redes de influência, enquanto críticas surgiram sobre erros de localização e riscos de exposição.

A rede social chegou a remover parte dos dados, sob alegação de imprecisão, o que alimentou ainda mais as suspeitas. No fim, o lançamento reforçou o conflito entre transparência, desinformação e desconfiança sobre tecnologia que já circula em redes sociais há bastante tempo.

Novo recurso expõe redes políticas do X/Twitter que operam fora dos EUA

O "Sobre esta conta" exibe dados como local de criação, mudanças de nome de usuário e país associado ao perfil. É uma tentativa de reduzir interações inautênticas e dificultar a atuação de contas automatizadas e trolls, como o próprio X já vinha defendendo desde o anúncio inicial do recurso, em outubro.
Parte das contas pró-MAGA – slogan e movimento de Trump – mais ativas em debates políticos americanos no X/Twitter não está nos Estados Unidos, segundo novo recurso da rede social (Imagem: Brian Jason/Shutterstock)
O lançamento confirmou uma questão sobre a qual já se falava (e suspeitava) há muito tempo: parte das contas mais ativas em debates políticos americanos não está nos Estados Unidos.

Assim que a função apareceu para mais usuários, perfis que inflamavam discussões pró-MAGA (sigla de Make America Great Again, slogan sedimentado por Donald Trump) chamaram atenção por estarem ligados a países distantes dos EUA, segundo o The Verge.

Publicidade
Cesmac

Contas que se apresentavam como "patriotas" norte-americanas, como perfis com estética nacionalista, rage-bait e imagens de mulheres conservadoras "independentes", foram rastreadas a países como Nigéria, Bangladesh e Tailândia.

Num caso relatado por usuários, até um perfil com selo de "verificado" que se passava pelo ex-oficial de imigração Tom Homan foi localizado fora dos EUA.

Para analistas que estudam campanhas de influência estrangeira, o pano de fundo não surpreende, de acordo com o Verge. Desde a era das "granjas" russas no Twitter, a estratégia segue dois caminhos:

  • Operações de influência de estados buscando semear caos político;
  • Contas que lucram com engajamento, especialmente graças ao modelo de monetização do X, que hoje pode ser financeiramente atrativo para usuários em países em desenvolvimento.
A diferença agora é que a própria plataforma passa a expor a localização dessas contas. Mesmo que, por enquanto, de forma desajeitada.

Falhas, imprecisões e transparência que levaram a mais desconfiança

A enxurrada de exposições rapidamente se misturou ao caos. Usuários correram para apontar contas suspeitas, enquanto outros começaram a acusar adversários políticos de serem "agentes estrangeiros", mesmo sem evidências técnicas.
Ao fundo, desfocado, página de login do X; à frente, logo do X em um smartphone
O próprio X/Twitter admitiu que havia "arestas para aparar" sobre o novo recurso que expõe localização de contas (Imagem: Photo Agency/Shutterstock)
Logo surgiram relatos de dados imprecisos. E o próprio X admitiu que havia "arestas para aparar", especialmente em contas antigas. A plataforma chegou a remover temporariamente informações como o local de criação do perfil, alegando que o dado "não estava 100% preciso".

O X também passou a adicionar ressalvas: viagens, uso de VPN e conexões por proxies podem alterar a localização exibida. Isso já era apontado como risco desde a liberação inicial do recurso, quando a plataforma ofereceu opções de ocultar país ou mostrar apenas região em casos de possível ameaça à liberdade de expressão.

A empresa promete um sistema de alerta que avisará quando a localização parecer mascarada, mas sem previsão definida.

Publicidade
Cesmac

Leia mais:

No meio do tumulto, até contas oficiais se tornaram alvo de teorias. Capturas de tela supostamente mostravam que o Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) estava localizado em Tel Aviv, cidade localizada em Israel, segundo a NBC.

A conta teve de desmentir publicamente, afirmando que "nunca operou fora dos Estados Unidos". E Nikita Bier, head de produto do X/Twitter, classificou as imagens como "mídia manipulada" e negou que localizações estivessem disponíveis para perfis governamentais.

O episódio virou um retrato do momento: um recurso criado para expor falsificação de identidade alimentou ainda mais suspeitas – e um debate político movido por prints, recortes e interpretações apressadas.

(Essa matéria também usou informações do New York Times e TechCrunch.)

Tags:
TwitterX corp.Internet e redes sociais

Continue Lendo