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Sobe para 100 número de migrantes mortos em travessia até Ceuta

Redação06 de agosto de 2026
Sobe para 100 número de migrantes mortos em travessia até Ceuta

Pelo menos 100 pessoas morreram durante a travessia em massa para a fronteira do território espanhol de Ceuta, afirmou nesta quinta-feira (6) o líder da cidade, Juan Jesús Vivas, durante uma reunião do Parlamento Europeu.

Pelo menos 100 pessoas morreram durante a travessia em massa para a fronteira do território espanhol de Ceuta, afirmou nesta quinta-feira (6) o líder da cidade, Juan Jesús Vivas, durante uma reunião do Parlamento Europeu.

Dos cerca de 72.000 migrantes que entraram em Ceuta na semana passada, entre 3.000 e 5.000 ainda permaneciam no enclave espanhol, disse Vivas. Ele acrescentou que os centros de acolhimento para migrantes adultos e menores estavam “sobrecarregados” e haviam “chegado a um estado de colapso”, provocando uma “emergência humanitária de enormes proporções”.

O comissário da União Europeia para Assuntos Internos e Migração, Magnus Brenner, disse aos legisladores europeus que o ocorrido em Ceuta “abalou a política de todo um continente”.

Ele acrescentou que os controles nas fronteiras internas da Europa devem ser “medidas de último recurso“, a serem aplicadas “apenas quando necessário e de forma proporcional”.

Entenda crise em Ceuta

Ceuta e o outro enclave espanhol no norte da África, Melilla, ficam na costa mediterrânea junto ao Marrocos e enfrentam periodicamente tentativas de travessia por parte de imigrantes que buscam chegar à Europa.

A crise alimentou a retórica anti-imigração em toda a Europa e desencadeou tensões diplomáticas na UE em torno da política de fronteiras, com a Espanha acusando alguns parceiros de uma resposta prejudicial e polarizadora.

Segundo relatos do jornal El País e da rádio Cadena SER, citando autoridades a par do assunto, os serviços de inteligência espanhóis concluíram que o Marrocos não planejou a travessia em massa, mas permitiu que ela ocorresse.

Os controles de fronteira do Marrocos foram gradualmente flexibilizados durante o mês de julho e teriam sido removidos à medida que multidões avançavam em direção à passagem de Tarajal durante o feriado do Dia do Trono marroquino, segundo os relatos.

O Ministério do Interior do país não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

Conheça Ceuta, território da Espanha no norte da África

Fonte: CNN Brasil

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