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Satélite se prepara para reentrada controlada na Terra

Redação28 de agosto de 2024
Satélite se prepara para reentrada controlada na Terra

No próximo mês, um satélite chamado Salsa será guiado para reentrar na atmosfera da Terra e queimar sobre uma região remota do Pacífico Sul.

No próximo mês, um satélite chamado Salsa será guiado para reentrar na atmosfera da Terra e queimar sobre uma região remota do Pacífico Sul. Esta manobra controlada é um marco na estratégia de “reentrada guiada” da Agência Espacial Europeia (ESA), que visa reduzir o risco de detritos espaciais caírem em áreas povoadas.

O Salsa será o segundo satélite a passar por este procedimento, após o sucesso do satélite meteorológico Aeolus, que foi desorbitado em 2023.

Lançado em 2000 para monitorar o campo magnético da Terra, o satélite Salsa faz parte de um grupo de quatro satélites chamado Cluster. Inicialmente projetados para uma missão de dois anos, essas espaçonaves continuam a fornecer dados científicos valiosos quase 25 anos depois. No entanto, com o aumento da preocupação sobre o acúmulo de detritos espaciais, a ESA decidiu adotar uma abordagem mais responsável para o fim da vida útil desses equipamentos.

Caminho do satélite Salsa sobre a Terra pouco antes da reentrada, esperada para 8 de setembro. Crédito: ESA

Reentrada controlada de satélite visa gerar menos detritos espaciais

O objetivo da reentrada guiada, que está prevista para o dia 8, é minimizar os riscos associados à queda descontrolada de satélites. Embora as chances de um satélite causar danos na Terra sejam mínimas, a ESA está empenhada em reduzir ainda mais esses riscos. "Estudar como o Salsa queima e quais partes podem sobreviver nos ajudará a desenvolver satélites que gerem menos detritos", afirmou Tim Flohrer, chefe do Escritório de Detritos Espaciais da ESA, em um comunicado.
Representação artística da missão Cluster com os quatro satélites que a compõem. Crédito: ESA
Leia mais: O processo de reentrada do Salsa difere do Aeolus devido à sua órbita altamente excêntrica, que varia de 100 km a 130 mil km da Terra. Em janeiro de 2024, o Salsa realizou uma manobra que o colocará em uma trajetória de reentrada controlada, com seu ponto mais próximo da Terra atingindo 80 km, antes de queimar sobre o Pacífico Sul. Este experimento permitirá à ESA coletar dados valiosos sobre o comportamento de satélites em diferentes ângulos de reentrada.

Após a reentrada do Salsa, os três satélites restantes do Cluster – Rumba, Tango e Samba – também serão desorbitados nos próximos anos, completando este experimento pioneiro. Enquanto o Rumba está programado para reentrar em 2025, as reentradas do Tango e do Samba serão em 2026.

A ESA espera que esses testes contribuam para o desenvolvimento de satélites que minimizem a criação de novos detritos espaciais, protegendo tanto o espaço quanto a Terra.

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