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Robôs e IA podem substituir quase todo o trabalho humano em 20 anos, segundo sociólogo

Redação13 de julho de 2025
Robôs e IA podem substituir quase todo o trabalho humano em 20 anos, segundo sociólogo

Em entrevista para o The Guardian, o pesquisador Adam Dorr diz que a tecnologia pode substituir quase todo o trabalho humano em 20 anos e que as sociedades precisam se preparar com urgência.

Em entrevista para o The Guardian, o pesquisador Adam Dorr diz que a tecnologia pode substituir quase todo o trabalho humano em 20 anos e que as sociedades precisam se preparar com urgência.

O sociólogo destaca a velocidade, a escala e a inevitabilidade da transformação tecnológica. Essa mudança pode fazer com que robôs e inteligência artificial dominem a economia global.

"A tecnologia tem um novo alvo em sua mira – e somos nós. É o nosso trabalho."

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Ele afirma que não importa a profissão ou o setor, pois, dentro de uma geração, as máquinas terão evoluído o suficiente para realizar a mesma tarefa com a mesma qualidade que os humanos, mas por uma fração do custo.

Adam Dorr é teórico da tecnologia, com doutorado em assuntos públicos pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles. Ele é diretor de pesquisa da RethinkX, uma organização sem fins lucrativos que analisa e prevê mudanças drásticas causadas pela tecnologia.

Dorr participou do Fórum de Dargan, uma reunião focada em transições verdes e digitais, sediada em Dublin. No evento, ele combinou uma previsão sombria com uma explosão de otimismo: robôs humanoides, movidos por inteligência artificial cada vez mais capaz, se espalharão por praticamente todas as indústrias, tornando os humanos incapazes de competir. Se bem conduzida, essa revolução trará uma "superabundância" que libertará a humanidade. Mas, se mal conduzida, novos extremos de desigualdade e oligarquia nos aguardam.

Capacidade da inteligência artificial cresce cada vez mais (Imagem: Suri Studio/Shutterstock)

Previsões 

Dorr e sua equipe desenvolveram um método de pesquisa capaz de identificar um conjunto de padrões que se repetem quando o assunto é transformação tecnológica.

Ele identificou que, uma vez que uma nova tecnologia conquista apenas alguns pontos percentuais de "atenção ou participação de mercado", ela tende a adquirir domínio esmagador em 15 a 20 anos. Sendo assim, acredita que robôs e IA em breve tornarão o trabalho humano praticamente obsoleto.

"Máquinas que pensam já estão aqui, e suas capacidades estão se expandindo dia após dia, sem fim à vista. Não temos muito tempo para nos preparar para isso. Sabemos que vai ser tumultuado."

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Dorr ainda prevê que alguns setores poderão ter robôs e humanos trabalhando lado a lado. No entanto, trabalhos que dependem da contribuição humana vão perdurar. Ele cita treinadores esportivos, políticos, profissionais do sexo e filósofos. Mas alerta que não haverá ocupações suficientes.

Adam Dorr alerta que a inteligência artificial pode tornar o trabalho humano obsoleto em até 20 anos. (Imagem: VesnaArt/Shutterstock)
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Um futuro mais brilhante

Em seu livro Mais Brilhante: Otimismo, Progresso e o Futuro do Ambientalismo (no original Brighter: Optimism, Progress and the Future of Environmentalism), Adam Dorr traz assuntos como: 
  • Energia limpa.
  • Esperança.
  • Ele reconhece que os ganhos em produtividade e abundância serão vastos.
  • E que a distribuição de renda poderá ser justa.
"Isso pode ser uma das coisas mais incríveis que já aconteceram à humanidade."

Há também um alerta sobre os perigos da desorganização econômica, da reação populista e da desinformação. Ele defende que as instituições tradicionais e as sociedades precisam se preparar com urgência. É necessário criar um conjunto de princípios orientadores e reavaliar conceitos como valor, preço e distribuição.

A revolução tecnológica pode libertar a humanidade ou aprofundar crises sociais
(Imagem: Stock-Asso/Shutterstock)
"Eu não tenho as respostas. Nem sabemos se estamos fazendo as perguntas certas. Precisamos experimentar agora e testar novas estruturas de propriedade, novas estruturas de participação."

Ele acredita que essa mudança também pode nos levar a uma era de lazer. E que poderemos olhar para classes dominantes que não precisam trabalhar para saber como preencher nosso tempo.

"Podemos pensar em exemplos de filhos ricos mimados que pareciam meio sem rumo e talvez miseráveis, mas outros conseguiram viver vidas significativas e com propósito. Acho que encontraremos sentido em nossos relacionamentos com amigos e família e em nossas conexões com as comunidades. Parece piegas, mas acho que é profundamente verdadeiro."

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