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Por que os animais comem seu próprio cocô e o de outros animais também?

Redação17 de março de 2025
Por que os animais comem seu próprio cocô e o de outros animais também?

A coprofagia, ou o hábito de ingerir fezes, é um comportamento observado em diversos animais por diferentes razões, que variam de necessidades nutricionais a adaptações evolutivas.

A coprofagia, ou o hábito de ingerir fezes, é um comportamento observado em diversos animais por diferentes razões, que variam de necessidades nutricionais a adaptações evolutivas.

Neste artigo, exploramos as principais causas desse comportamento e as espécies que o apresentam.

Galinhas estão entre as aves que comem cocô (Reprodução: Moonborne/Shutterstock)

Por que os animais comem seu próprio cocô e o de outros animais também?

O que é coprofagia?

Coprofagia é o ato de consumir fezes. O termo vem do grego antigo “kópros” (fezes) e “phageîn” (comer). Existem diferentes tipos de coprofagia:

Autocoprofagia:

É o comportamento em que um animal ingere as suas próprias fezes. Isso pode ocorrer por diversos motivos, como a tentativa de reaproveitar nutrientes que não foram totalmente absorvidos durante a digestão inicial.
imagem mostra um coelhinho marrom claro, parado em um jardim
Coelho em um jardim (Reprodução: @sgalagaev/Unsplash)
É comum em alguns roedores, como coelhos, que possuem um sistema digestivo adaptado para isso. Eles produzem dois tipos de fezes: as fezes normais e as cecotrofos (fezes moles e ricas em nutrientes), que são reingeridas para uma segunda digestão.

Alocoprofagia:

Refere-se ao consumo de fezes de outros indivíduos da mesma espécie. Esse comportamento está presente em alguns animais, como cães, especialmente em filhotes ou em situações de estresse ou deficiência nutricional.

Também pode ocorrer em ambientes onde há superpopulação ou falta de recursos, levando os animais a buscar fontes alternativas de nutrientes.

Heteroespecífica:

É a ingestão de fezes de outras espécies. Esse comportamento é menos comum, mas pode acontecer em situações específicas. Por exemplo, alguns animais podem consumir fezes de outras espécies para obter nutrientes ou microrganismos benéficos que não estão presentes em sua própria dieta.
gato e cachorro em um jardim
Gato e cachorro deitados num jardim (Reprodução: Andrew S/Unsplash)
Em humanos, esse comportamento é extremamente raro e geralmente associado a distúrbios psicológicos ou comportamentais.

Por que os animais comem fezes?

Razões nutricionais

Algumas espécies comem fezes para obter nutrientes que não foram completamente absorvidos na primeira digestão. Isso é comum entre animais com sistemas digestivos ineficientes, como os coelhos, que ingerem cecótrofos (fezes moles ricas em bactérias benéficas e nutrientes essenciais).

Aquisição de microbiota intestinal

Muitos filhotes de mamíferos, como elefantes, pandas-gigantes, coalas e hipopótamos, ingerem fezes maternas para colonizar seus intestinos com bactérias necessárias à digestão da vegetação.

Instinto de sobrevivência

Em situações de escassez de alimento, alguns animais recorrem à coprofagia para evitar a inanição. Isso pode ocorrer em animais selvagens e domésticos, como cães mantidos em condições inadequadas.

Leia mais:

Coprofagia em diferentes grupos de animais

Invertebrados

Insetos coprófagos, como moscas e besouros, se alimentam de fezes de mamíferos, pois contêm restos de alimento semidigerido. Os escaravelhos, por exemplo, fazem bolas de esterco para alimentar suas larvas.

Mamíferos

Gato preto encarando a câmera
Gato preto encarando a câmera (Reprodução: ju_see/Shutterstock)
Muitos mamíferos, como hamsters, porquinhos-da-índia e chinchilas, ingerem fezes para reaproveitar vitaminas do complexo B e vitamina K, produzidas por bactérias intestinais. Nos primatas, a coprofagia é rara, mas gorilas podem exibir esse comportamento em situações de tédio ou estresse.

Quando a coprofagia é preocupante?

Embora a coprofagia possa ser natural para algumas espécies, em animais domésticos pode indicar problemas de saúde. Cães que consomem fezes regularmente devem ser avaliados por um veterinário para que seja identificando o motivo, seja ele por deficiências nutricionais, parasitas ou transtornos comportamentais.

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