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Por que duas reuniões de Lula nesta quarta serão decisivas em seu plano de reeleição

Redação24 de junho de 2026
Por que duas reuniões de Lula nesta quarta serão decisivas em seu plano de reeleição
© O presidente Lula no G7

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem duas reuniões em Brasília nesta quarta-feira, 26, que devem ser decisivas para suas pretensões políticas de outubro, quando tentará a reeleição para um quarto e último mandato.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem duas reuniões em Brasília nesta quarta-feira, 26, que devem ser decisivas para suas pretensões políticas de outubro, quando tentará a reeleição para um quarto e último mandato.

O primeiro encontro será com o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado e que foi alvo de uma investigação da Polícia Federal na semana passada. Ele é suspeito de ter recebido propina de pessoas ligadas ao Banco Master para, em troca, dar vantagens parlamentares à instituição.

Na reunião, eles vão discutir a permanência ou não de Wagner na liderança do governo, avaliando os impactos eleitorais que os dois desfechos — a saída ou a permanência — podem ter sobre as campanhas de disputa pelo governo federal e pelos cargos eletivos da Bahia neste ano.

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Nos bastidores, fala-se que Lula estaria constrangido de retirar seu aliado da função, visto que são muito amigos há mais de 30 anos, mantendo uma relação de muita parceria e confiança. Por isso, o próprio Wagner deve sugerir a sua retirada — como apontam diversos petistas.

O destino de Wagner pode ser decisivo para o governo tentar estancar uma eventual sangria eleitoral, uma vez que a oposição está usando o caso do senador para fustigar Lula e o governo e tirar o foco das acusações envolvendo o presidenciável da oposição, Flávio Bolsonaro (PL), também envolvido em suspeitas relativas ao Master. Continua após a publicidade

Já a segunda reunião, marcada para 17h, será com os ex-ministros da Fazenda Fernando Haddad (PT-SP) e do Empreendedorismo Márcio França (PSB-SP) e terá como objetivo definir os caminhos para a eleição do estado de São Paulo, maior colégio eleitoral do país e que, por consequência, deve ter grande impacto sobre a própria candidatura de Lula à reeleição.

Com dificuldades eleitorais frente ao atual governador paulista, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que aparece nas pesquisas com chances de vitória no primeiro turno, a chapa lulista vem se arrastando com indefinições de posições há meses. Debatia-se até a semana passada que França ocupasse o espaço de vice na candidatura de Haddad, no entanto, com a saída de dois concorrentes da disputa, o deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) e o advogado Paulo Serra (PSDB-SP), uma nova possibilidade foi colocada no radar, a de Márcio França também ser candidato, objetivando aumentar as chances de um segundo turno.

Analistas avaliam que um segundo turno em São Paulo é muito importante para Lula, de forma a evitar que ele fique sem campanha no maior estado do país em caso de segundo turno eleitoral para a Presidência contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Os dois encontros foram marcados relativamente de última hora, aproveitando o espaço vazio na agenda oficial do chefe do Executivo no dia de hoje. Ambos foram marcados para a tarde, de forma a serem finalizados antes do jogo do Brasil na Copa do Mundo, agendado para ocorrer às 19h. Publicidade

Fonte: Veja Abril

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