Pisa 2025: Brasil reduz diferença no desempenho escolar em relação à OCDE

A educação brasileira segue com desempenho muito inferior ao de países desenvolvidos, mas a diferença caiu ao longo das últimas duas décadas. É o que apontam os mais recentes resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), referente ao ano de 2025, divulgados nesta terça-feir...
O Brasil apresentou uma redução na diferença de desempenho escolar em relação a países desenvolvidos, conforme os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) de 2025, divulgados nesta terça-feira (8) pela OCDE. O país obteve 408 pontos em leitura, 377 em matemática e 409 em ciências, permanecendo abaixo da média da OCDE nas três disciplinas.
A diferença de desempenho em leitura caiu de 102 para 58 pontos, em matemática de 131 para 92 pontos e em ciências de 113 para 77 pontos entre 2006 e 2025. O Brasil participou com 30.140 estudantes, sendo 72,4% oriundos de escolas estaduais.
O estudo também revelou que o Brasil se recuperou melhor do que a média da OCDE após a pandemia de covid-19, superando o desempenho pré-pandemia em ciências. O Pisa 2025 introduziu o domínio "Aprendizagem no Mundo Digital", onde o Brasil obteve 406 pontos, abaixo da média da OCDE (500).

Além disso, 81% dos estudantes brasileiros estavam em escolas com restrições ao uso de celulares, superando a média da OCDE de 49%. O MEC destacou que essa regra ajuda a reduzir distrações digitais.
Os dados mostram que 72% dos estudantes brasileiros têm interesse por diversos assuntos e 59% se esforçam mais diante de desafios. A valorização da escola impacta positivamente a aprendizagem, com estudantes que reconhecem seu valor obtendo, em média, 35 pontos a mais em ciências.
Os estudantes brasileiros também se mostraram engajados em questões ambientais, com 84% acreditando que podem gerar impactos positivos. O Pisa é uma avaliação internacional aplicada a cada três anos, focando na capacidade dos estudantes de aplicar conhecimentos em situações da vida real.
Fonte: Agência Brasil - Educação




